Por Samy Santos

Retrospectiva 2009

Por: Samy Santos

Analisado por qualquer ponto de vista, não se pode negar que corrupção e violência dominaram o cenário brasileiro neste ano. É possível até citar outros temas relevantes, mas nada capaz de tirar a dianteira desses assuntos.
De janeiro a dezembro as discussões versaram sobre violência. Nesse contexto, helicóptero foi derrubado por traficantes, inocentes assaltados e mortos por bandidos, sequestros, favelas dominadas pelo tráfico de drogas, toque de recolher Brasil afora, policiais comandando milícias, e a população, além de vítima da bandidagem, continuou refém dos criminosos.
Quanto à corrupção, é difícil lembrar todos os casos ocorridos em 2009. Seria preciso uma linha do tempo para auxiliar nesta árdua tarefa. Os fatos mais marcantes deste ano foram a infinita lista de irregularidades cometidas por Sarney e o “magnífico” esquema de Arruda para arrecadar dinheiro advindo de propina.
É claro que os casos de corrupção citados foram apenas os que tiveram maior repercussão na mídia, mas estão longe de serem fatos isolados. O mesmo se aplica para a violência, haja vista a enorme quantidade de crimes ocorridos no Brasil neste ano, crimes esses de diversidade assombrosa e que não fizeram acepção de pessoa.
Este texto poderia, sim, citar outros fatos relevantes vinculados a outros temas, uma vez que outros assuntos tiveram repercussão positiva no Brasil, em 2009. Assim, pode ser mencionado o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o fato de o país ter saído rapidamente da crise mundial, aumento na oferta de emprego mesmo com cenário desfavorável, estabilidade econômica, dentre outros temas.
São muitos os desafios do Brasil para 2009, e temas como violência, saúde, desenvolvimento socioeconômico, educação, construção da cultura da paz, corrupção, oferta de emprego, infraestrutura, dentre outros assuntos, deverão estar, sem dúvida, na agenda da sociedade brasileira do próximo ano. O planejamento deve começar logo, para que a retrospectiva de 2010 não apresente, como as anteriores, números e dados, na maioria das vezes, tristes acerca da realidade do país.

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