Por: Samy Santos
Quase que diariamente, os políticos brasileiros fornecem provas incontestes de que o Brasil é mesmo o país da corrupção. São tantas as demonstrações, que até mesmo as mais grotescas formas de se desviar dinheiro público, passam a serem vistas de forma hilária, como, por exemplo, o fato de parlamentares orarem em agradecimento após terem recebidos dinheiro oriundo de propina.
Como se não bastasse tanta corrupção, os brasileiros têm de suportar, todas as quintas-feiras, a propaganda política obrigatória. Pois é, nestes dias aparece um bando de sabido, falando para cento e oitenta e nove milhões de babacas, de cinco a dez minutos em horário nobre. Babacas, é assim que muitas pessoas se sentem ao ouvir tantas falácias na TV.
Nos programas que vão ao ar nas quintas-feiras, políticos e partidos argumentam acerca da quantidade de realizações implementadas por eles. Anunciam grandes obras e uma série de investimentos realizados em educação, saúde, segurança, esporte, cultura, entretenimento, lazer, dentre outros. Um telespectador menos avisado pode pensar que os políticos brasileiros estão falando da Noruega, Suécia ou Finlândia, haja vista tanto “progresso” alcançado.
Atualmente, é possível afirmar que a propaganda política obrigatória serve, também, para os políticos debocharem, ainda mais, da população brasileira. O Brasil possui dezenas de partidos políticos, se cada um cumprisse 10% do que prometem e dizem terem feito, o país já faria certamente parte do G7.
Nesse cenário, não seria estranho se algum político do DEM aparecesse, num programa político, falando da ética estadual que alicerça o partido em Brasília. A população brasileira não aguenta mais tanto deboche, seja das ações de alguns parlamentares, seja da falácia da propaganda política obrigatória. Para piorar a situação, só faltava ser obrigatório, também, assistir à propaganda.
Só a educação tem a capacidade de instruir a população e fazê-la olhar de forma crítica para o atual cenário de hipocrisia e corrupção que assola o país. Percebe-se, no entanto, que investir em educação não é o grande objetivo dos políticos, pois no ditado popular: “seria dar um tiro no próprio pé”. A única alternativa, por enquanto, é desligar a TV durante a propaganda política, pois não há nem como mudar de canal para escapar do martírio






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