Por Samy Santos

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Samy Santos
Professor de Redação da FACSA (Ipiaú-BA) e Coordenador da EMMHS (Ubatã-BA). Atua há 11anos na área educacional. Graduado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Autor de diversos trabalhos na área de Línguística,Identidade, Literatura, Leitura e Produção Textual.
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A serviço do preconceito


Articulista: Samy Santos

Uma das grandes polêmicas da atualidade é a discussão que versa sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas. Apesar de algumas autoridades assegurarem que não há problemas de preconceito e tampouco perseguição contra os gays, é notável que estes têm no meio militar o seu ambiente mais inóspito.
Em outubro passado, o Fantástico apresentou a história do casal gay Fernando e Lascir, oficiais de carreira do exército que foram acusados de deserção, cujo crime consiste em se ausentar, sem justificativa, por mais de 8 dias de suas atividades.
Segundo Fernando e Lascir, a acusação de crime de deserção ocorreu em razão de eles terem assumido publicamente que são homossexuais. Como não há no código militar um artigo claro sobre a presença de gays nas Forças Armadas, uma vez que este faz referência apenas ao crime de pederastia e atos libidinosos dentro do ambiente militar, eles passaram a ser perseguidos e ridicularizados por colegas e oficiais.
De acordo com os especialistas, a história de Fernando e Lascir ilustra o que ocorre nas Forças Armadas no que tange à presença de homossexuais. Como a instituição não tem como punir os militares por sua orientação sexual fora do ambiente militar, oficiais de alto escalão sempre acham outros expedientes, como transferências, punições administrativas, barba por fazer, etc para castigar os “desertores”.
Sem cerimônia, alguns membros das forças armadas asseguram que os homossexuais não são capazes de liderar, de atuar em grandes missões e também não são respeitados pela corporação. Trocando em miúdos, não podem e tampouco devem estar no serviço militar. O curioso é que militares homossexuais só deixam de ter liderança, de ter competência para atuar em grandes missões e de serem respeitados depois que assumem o homossexualismo publicamente.
Como se nota, os argumentos apresentados para a não presença de homossexuais nas forças armadas são totalmente inconsistentes, tais argumentos decorrem, sem dúvida, de uma postura excludente e preconceituosa. Com tal atitude os militares querem, apenas, afastar os homossexuais da corporação, fazer com que muitos dos seus servidores guardem as suas orientações/predileções sexuais “no armário”, bem como fazer com que “malfeitores” não ”manchem” a imagem das Forças Armadas.
O debate sobre o homossexualismo nas Forças Armadas já começou nos Estados Unidos e Europa, o que certamente ocorrerá com maior ênfase também no Brasil. Temas complexos e polêmicos têm de ser discutidos não só pelas autoridades, mas pela comunidade de maneira geral. Alguns países europeus já sinalizam uma quebra de preconceito, haja visa que permitem abertamente a presença de homossexuais nos órgãos militares.
A sociedade brasileira caminha a passos largos para o “sufocamento” do preconceito, assim a presença de homossexuais declarados nas Forças Armadas será apenas mais um tabu a ser quebrado. Percebe-se que posturas discriminatórias serão, sem dúvida, cada vez menos toleradas. Dessa forma, já é possível vislumbrar, num futuro próximo, uma situação melhor para os homossexuais em todos os contextos sociais.

PS. De olho no vestibular, este assunto pode ser tema de redação.
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Voltando das férias

Por: Samy Santos

Voltamos a escrever após um mês de férias. Nesse período, paramos para descansar, curtir a família e fazer coisas lúdicas, atividades estas que fazem renovar as forças e vislumbrar novos horizontes. A busca pela informação também esteve presente nas férias, e sem dúvida alguma assuntos chamaram a atenção, a exemplo do crescimento do turismo na Bahia.
O publicitário baiano, Nizan Guanaes, que durante dois anos consecutivos foi o responsável pela venda das cotas de publicidade do carnaval de Salvador, recentemente causou polêmica com suas declarações no site de relacionamentos “twitter”. Guanaes afirmou: “Salvador não tem praia pro turista, não tem hotel e a orla é um favelão”.
Para aumentar ainda mais a polêmica, o publicitário disparou a sua metralhadora para o cantor Bell, da banda Chiclete com Banana. “Esta indústria do Axé, personificada em Bell do Chiclete, só destrói a Bahia. Ele não é um artista, é um crooner careca. Tudo nele é mentira”. Nizan ainda emendou: “Bell é o não artista. Você já reparou que a mídia não cobre ele. Quando ele lança um CD não tem nem crítica. Um sujeito que lança um vinho tinto.”,
Quanto à primeira crítica do publicitário baiano, é preciso refletir. Apesar de o aumento significativo do turismo na Bahia, o estado não é o “éden” que muitos querem acreditar. A Bahia possui praias sujas, poluídas, cidades violentas, hotéis sem infraestrutura, desmatamento, prostituição, miséria, dentre outros problemas. É claro que há, sem dúvida, aspectos positivos, mas estes não podem ser utilizados para sobrepujar problemas e referendar o atraso. Assim, concordamos, em parte, com as críticas de Nizan.
A propósito das críticas feitas a Bel, Guanaes foi, no mínimo, mal educado. Não se pode tecer comentários tão depreciativos a um cidadão baiano que construiu uma carreira sólida ao longo de quase 30 anos. Discutir cultura é algo complicado, em razão disso é incoerente afirmar que uma cultura é superior a outra. Nizan pode não querer ser “chicleteiro”, mas é preciso respeitar as diversas manifestações culturais e a apreciação da maioria do povo baiano pelo Axé.
Mesmo sendo infeliz ao se referir a Bel, é preciso analisar com cuidado as considerações de Nizan sobre Salvador e, num debate mais amplo, sobre a Bahia. É preciso desmiticar a crença de Bahia enquanto paraíso tropical, “terra da felicidade”, “da alegria”, da prosperidade”. Já é hora de deixar o discurso ufanista em segundo plano. O estado precisa de se desenvolver em várias frentes, e não apenas no turismo.
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Reflexões sobre o Crack


Por: Samy Santos

O crack, droga de uso recreativo, sendo composto por pasta básica de cocaína misturada com bicarbonato de sódio, vem chegado de forma silenciosa até mesmo nas pequenas cidades brasileiras. Silenciosa em razão de grande parte da população não ter noção de seu crescimento, efeitos e de seu vínculo direto com uma enorme quantidade de crimes.
Um dos maiores empecilhos ao combate a qualquer problema é a falta de conhecimento, e os prejuízos decorrentes do uso do crack não se furtam a essa realidade, haja vista que, de maneira geral, as pessoas não conhecem, de forma precisa, a composição, efeitos e mecanismos que facilitam o vício imediato por parte dos usuários, dentre outras coisas.
Como não há nas pequenas cidades pesquisas sérias sobre o uso do crack e seu vertiginoso crescimento, sobretudo entre os jovens, cria-se a falsa crença de que uma droga tão poderosa como essa só existe nas grandes cidades. Percebe-se, então, que estratégias de conscientização, tratamento e prevenção acerca dos malefícios do crack precisam estar, sem dúvida, vinculadas a um mapeamento do consumo, logística e principal público-alvo dessa droga.
Outra questão grave é que as pessoas costumam ver as drogas, como o crack, de forma isolada, visto que, na maioria das vezes, não as atrelam ao aumento dos assassinatos, da prostituição, dos estupros ou pequenos furtos, por exemplo. Devido à enorme dependência oriunda do uso do crack, muitos usuários praticam atos ilícitos para sustentar o vício.
O Brasil ainda precisa amadurecer muito no que tange aos graves problemas que assolam a sociedade, pois a política brasileira não é, ainda, a da prevenção. Este ano o país sinaliza uma iniciativa inédita e singular, uma vez que promove a Campanha Nacional de Alerta e Prevenção do Uso de Crack. Nesse contexto, é preciso parabenizar os sites Notícias de Ipiaú, Ipiaú Hoje e Ibirataia Notícias por abraçarem o projeto.
É preciso salientar, no entanto, que há muitas outras drogas potentes como o crack. Assim, a adoção de campanhas como estas precisam ser mais amplas e possuir um plano prático de intervenção. Ademais, é necessário que esta campanha de alerta e prevenção do uso do crack não sirva apenas para fins alegóricos e eleitoreiros, visto que muitas realizadas até agora caíram rapidamente no esquecimento e por consequência (e também lógica) se mostraram ineficazes.
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Retrospectiva 2009


Por: Samy Santos

Analisado por qualquer ponto de vista, não se pode negar que corrupção e violência dominaram o cenário brasileiro neste ano. É possível até citar outros temas relevantes, mas nada capaz de tirar a dianteira desses assuntos.
De janeiro a dezembro as discussões versaram sobre violência. Nesse contexto, helicóptero foi derrubado por traficantes, inocentes assaltados e mortos por bandidos, sequestros, favelas dominadas pelo tráfico de drogas, toque de recolher Brasil a fora, policiais comandando milícias, e a população, além de vítima da bandidagem, continuou refém dos criminosos.
Quanto à corrupção, é difícil lembrar todos os casos ocorridos em 2009. Seria preciso uma linha do tempo para auxiliar nesta árdua tarefa. Os fatos mais marcantes deste ano foram a infinita lista de irregularidades cometidas por Sarney e o “magnífico” esquema de Arruda para arrecadar dinheiro advindo de propina.
É claro que os casos de corrupção citados foram apenas os que tiveram maior repercussão na mídia, mas estão longe de serem fatos isolados. O mesmo se aplica para a violência, haja vista a enorme quantidade de crimes ocorridos no Brasil neste ano, crimes esses de diversidade assombrosa e que não fizeram acepção de pessoa.
Este texto poderia, sim, citar outros fatos relevantes vinculados a outros temas, uma vez que outros assuntos tiveram repercussão positiva no Brasil, em 2009. Assim, pode ser mencionado o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o fato de o país ter saído rapidamente da crise mundial, aumento na oferta de emprego mesmo com cenário desfavorável, estabilidade econômica, dentre outros temas.
São muitos os desafios do Brasil para 2009, e temas como violência, saúde, desenvolvimento socioeconômico, educação, construção da cultura da paz, corrupção, oferta de emprego, infraestrutura, dentre outros assuntos, deverão estar, sem dúvida, na agenda da sociedade brasileira do próximo ano. O planejamento deve começar logo, para que a retrospectiva de 2010 não apresente, como as anteriores, números e dados, na maioria das vezes, tristes acerca da realidade do país.
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Vestibular UNEB



O Vestibular da UNEB se aproxima, e dentre os temas que poderão compor a prova, a forma como homem enfrenta os problemas poderá ser, sem dúvida, tema de redação. Esta discussão é passível de diversos olhares.  Escolhemos um para esta discussão, e escrevemos um texto de apoio para auxiliar os candidatos. Abraços...
 
Samy Santos

Não se pode negar que o comportamento do homem é, muitas vezes, contraditório e complexo. Este fato pode ser melhor analisado quando se observa a conduta deste no que tange ao meio ambiente, às leis que protegem a mulher e também quanto à imensa lacuna que separa as pessoas por crenças, valores, costumes e ideologias.
Apesar de criar leis que visam a proteger o meio ambiente, campanhas para a diminuição de gases causadores do efeito estufa, o homem vive a contradição de poluir o planeta com ações irresponsáveis. Assim, fica evidente a postura algumas vezes incoerente do ser humano, haja vista que teoricamente pretende uma coisa, mas acaba fazendo outra.
A violência e o preconceito contra a mulher são, sem dúvida, problemas bastantes recorrentes na sociedade. O homem faz uso de mecanismos para ampará-las, no entanto esta ainda é vítima de discriminação, maltrato e falta de oportunidades, sobretudo no mercado de trabalho.
O respeito às diferenças é, atualmente, um dos maiores slogans sociais. O homem tem enfatizado a importância de se conviver com a diversidade. Por outro lado, pessoas são discriminadas e excluídas por uma sociedade alicerçada em falsos valores.
Como se nota, todas as situação descritas se configuram como problemas sociais. Nota-se que, apesar de os avanços, geralmente o homem ainda tem enorme dificuldade de se comportar frente aos problemas, uma vez que, frequentemente, apresenta um comportamento paradoxal. Percebe-se, então, que enfrentar dificuldades exige criticidade e reflexão permanente.
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Há limites?


Por: Samy Santos

A estupidez de alguns fatos ocorridos no Brasil vem levantando questionamentos acerca do comportamento deplorável de algumas pessoas da sociedade. Muitos questionam se há limites para o crime, a insensatez, a intolerância e, consequentemente, para a banalização de valores. Os recentes crimes ocorridos no Brasil deixam estarrecidos até as pessoas acostumadas no trabalho de coibir a violência.
A população brasileira assiste assombrada ao caso do menino de 02 anos que está com quase 50 agulhas no corpo. As agulhas foram introduzidas na criança pelo seu padrasto, tudo isso com a ajuda de duas “colaboradoras”. Ainda de acordo com o padrasto, o procedimento foi realizado em ritual de “magia negra”, termo rechaçado hoje devido ao viés preconceituoso.
Há pouco mais de um ano os brasileiros também ficaram estarrecidos com a morte da menina Isabella Nardoni. Ela foi jogada do 6º andar de um prédio situado num bairro nobre da grande São Paulo. Apenas o crime já é capaz de chocar a sociedade, mas neste caso, particularmente, há uma agravante, visto que o crime foi cometido pelo pai da menina e também pela madrasta.
Em 2007, o assassinato do menino João Hélio também comoveu o país. A criança foi arrastada por mais de 7 km por algumas avenidas do Rio de Janeiro. No assalto, a criança ficou presa ao cinto de segurança, e os marginais, mesmo alertados pela mãe de João Hélio e por populares, não tiveram piedade do menino.
Este ano uma criança de 9 anos foi estuprada pelo seu padrasto. Para agravar ainda mais a situação, a criança engravidou de gêmeos. Paralelamente, a este fato, o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, após tomar conhecimento que a menina faria um aborto, disse que perdoava o estuprador e excomungava os médicos e a mãe da criança pelo ato, mesmo sabendo que a gravidez punha em risco a vida da criança. Parece ficção, mas é mais um péssimo exemplo de intolerância.
São tantos os exemplos de violência no Brasil, que é impossível relatá-los num texto. Muitos leitores ao fazerem esta leitura fazem, certamente, uma reflexão e vão se lembrar de algum crime brutal que apenas entrou para a triste estática do crime no país.
É notório que os crimes relatados nessa discussão são muitos graves, como também outros que ocorrem no país, no entanto é pertinente observar que há pelo menos um fato a ser comemorado (se é que se pode usar esse termo): a população brasileira ainda é capaz de se sensibilizar com a dor do outro. Como se nota, nem tudo está perdido. Aliado à punição rigorosa de crimes e investimentos em educação, a indignação da sociedade com atos absurdos pode ser um importante instrumento para coibir a violência e a estupidez.
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Inexplicável


Por: Samy Santos

Não se pode negar que a ganância e a falta de fé em Deus marcam a atual sociedade brasileira. Há alguns anos, os golpes dados por falsários eram orquestrados de forma minuciosa, hoje, no entanto, é muito fácil enganar a população com promessas de dinheiro fácil e uma vida confortável e sem maiores problemas.
Quem esperava que o velho e “bom” golpe da pirâmide estava superado com o caso da empresa “Boi Gordo”, amplamente divulgado pela imprensa, teve uma “grata” surpresa ao saber sobre o golpe dado em Maragogipe-BA, em que mais de 13.000 pessoas foram lesadas. A pirâmide financeira é um golpe que precisa de muitos participantes para fazer a festa de poucos malandros.
A ganância por dinheiro faz com que muitas pessoas caiam nos golpes mais tolos que existem. A matemática é simples: se uma aplicação promete 500% ou algo similar de rendimento ao mês, alguém vai ter de pagar a conta. Verifica-se, porém, que os olhos de parte da população, em razão da ganância, estão fechados para a lógica.
A novidade do momento, em Ubatã, é um consultório espiritual que promete resolver todos os problemas de seus clientes, cobrando a bagatela de R$ 50,00. São atendidas, em média, 50 pessoas nesse consultório a cada dia, quase todas oriundas das classes populares da sociedade. O número de atendimento diário é de dar inveja aos maiores consultórios médicos da região.
Nota-se, assim, que a sedução pelo dinheiro fácil e a busca por métodos alternativos de tratamento médico são resultado da ganância e do imediatismo social. Tais fatos contribuem para a formação de uma sociedade que não tem como valores a ética, moral e criticidade.
Percebe-se, então, que a ambição e a falta de fé em Deus têm aumentado de forma significativa a quantidade de golpes aplicados. Com a inserção cada vez maior dos meios de comunicação, é de se estranhar o fato de a população continuar caindo nos golpes cada vez mais bobos orquestrados por alguns “espertos”. É, sem dúvida, inexplicável. É necessário que as ações humanas estejam alicerçadas na coerência, serenidade e, sobretudo, nos ensinamentos da Bíblia.
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Vestibulares




Há alguns meses, elaboramos uma lista de prováveis temas de redação dos maiores vestibulares do Brasil e, mais especificamente, da Bahia. Em nossa análise, demos especial atenção aos temas que são a tônica das discussões do momento, a saber:
• . A fragilidade econômica dos países em desenvolvimento;
• . Pedofilia e prostituição;
• . Violência;
• . Sobrevivendo às crises;
• . Reforma ortográfica;
• . Instabilidade psíquico-social;
• . Desenvolvimento sustentável;
• . O desemprego;
• . A violência urbana;
• . Discussões sobre educação;
• . O movimento sem-terra e a violência no campo;
• . Transição econômica;
• . Desequilíbrio ecológico;
• . Poluição e degradação ambiental;
• . Tecnologia;
• . A figura do idoso na sociedade brasileira;
• . Discussões sobre igreja e fé;
• . Ética;
• . Instabilidade Política na América Latina;
• . A Crise Mundial;
• . Pré-Sal.
A nossa iniciativa vem se mostrando eficiente, haja vista que conseguimos obter êxito na seleção dos temas. A título de conferência, citaremos, agora, os vestibulares em que os temas propostos por nós foram assunto de redação.
FTC – Tema: Degradação ambiental
ENEM 2009 – Tema: O idoso (a prova que foi cancelada por fraude versava sobre esse tema)
ENEM 2009 – Tema: Ética
UFBA – Tema: Os muros invisíveis da sociedade
O tema da UFBA é o mais intrigante, pois embora não esteja em nossa lista, escrevemos um texto na última quinta-feira, 3 dias antes da prova, que versa sobre o mesmo assunto. O texto é intitulado “Faltam muitos muros ainda”. É preciso salientar, também, que muitos dos temas de vestibular sugeridos neste texto já foram abordados em artigos publicados aqui mesmo no blog. A expectativa com a realização dos próximos vestibulares é grande.
Gostaríamos, então, de agradecer aos nossos leitores pela audiência e ao mesmo texto firmar um compromisso de seriedade, compromisso e coerência com a escritura dos artigos. Grande abraço e até mais...

Samy Santos
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Faltam muitos muros ainda...


Por: Samy Santos

Em novembro de 2009, o mundo celebrou 20 anos da queda do muro de Berlim, também chamado por muitos de o muro da vergonha. Tal muro, que ficou conhecido como o maior símbolo da Guerra Fria, foi construído em 1961 e tinha mais de 60 km de extensão.
A comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim foi noticiada em todo o mundo como um grande acontecimento. Trata-se, sem dúvida, de um marco, no entanto é necessário analisar que vários muros ainda precisam ser derrubados para transformar a terra num lugar melhor para se viver.
Literalmente, é interessante lembrar o muro construído no território da Cisjordânia, que em alguns pontos impede o povo palestino de ter acesso ao seu próprio território. Na época de construção, o muro de Berlim foi rechaçado pelos Estados Unidos. Paradoxalmente, o muro israelense teve todo o apoio dos americanos há alguns anos.
Metaforicamente, pode-se falar do muro que separa ricos e pobres. Esta imensa lacuna social está intimamente ligada à desigualdade que existe no planeta e, consequentemente, ao aumento da fome, da criminalidade e da falta de perspectiva de vida que assola muitas pessoas.
O que falar então do muro que separa brancos e negros!? Percebe-se que apesar de os avanços sociais, os negros continuam excluídos e marginalizados por uma sociedade preconceituosa e perversa. Analisado por qualquer viés, seja da educação, saúde, qualidade de vida e facilidade para a entrada no mercado de trabalho, os brancos, de maneira geral e quase absoluta, ainda continuam em vantagem se comparados aos negros.
Nesse contexto, é importante citar, também, o muro que separa e exclui pessoas por suas crenças, concepções, valores, ideologias e religiões. É o radicalismo e a estupidez mais uma vez a serviço da intolerância e da hipocrisia social.
Nota-se, então, que vários muros ainda precisam ser derrubados, pois derrubaram o mais famoso, e talvez não o mais importante. A sociedade precisa estar na busca incessante pela quebra de preconceitos e tabus que contribuem para a formação de um mundo perverso e excludente. Ademais, é preciso reconhecer que a existências dos muros listados nessa discussão continuam desafiando a ética e o bom senso.
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E ainda tem a propaganda...


Por: Samy Santos

Quase que diariamente, os políticos brasileiros fornecem provas incontestes de que o Brasil é mesmo o país da corrupção. São tantas as demonstrações, que até mesmo as mais grotescas formas de se desviar dinheiro público, passam a serem vistas de forma hilária, como, por exemplo, o fato de parlamentares orarem em agradecimento após terem recebidos dinheiro oriundo de propina.
Como se não bastasse tanta corrupção, os brasileiros têm de suportar, todas as quintas-feiras, a propaganda política obrigatória. Pois é, nestes dias aparece um bando de sabido, falando para cento e oitenta e nove milhões de babacas, de cinco a dez minutos em horário nobre. Babacas, é assim que muitas pessoas se sentem ao ouvir tantas falácias na TV.
Nos programas que vão ao ar nas quintas-feiras, políticos e partidos argumentam acerca da quantidade de realizações implementadas por eles. Anunciam grandes obras e uma série de investimentos realizados em educação, saúde, segurança, esporte, cultura, entretenimento, lazer, dentre outros. Um telespectador menos avisado pode pensar que os políticos brasileiros estão falando da Noruega, Suécia ou Finlândia, haja vista tanto “progresso” alcançado.
Atualmente, é possível afirmar que a propaganda política obrigatória serve, também, para os políticos debocharem, ainda mais, da população brasileira. O Brasil possui dezenas de partidos políticos, se cada um cumprisse 10% do que prometem e dizem terem feito, o país já faria certamente parte do G7.
Nesse cenário, não seria estranho se algum político do DEM aparecesse, num programa político, falando da ética estadual que alicerça o partido em Brasília. A população brasileira não aguenta mais tanto deboche, seja das ações de alguns parlamentares, seja da falácia da propaganda política obrigatória. Para piorar a situação, só faltava ser obrigatório, também, assistir à propaganda.
Só a educação tem a capacidade de instruir a população e fazê-la olhar de forma crítica para o atual cenário de hipocrisia e corrupção que assola o país. Percebe-se, no entanto, que investir em educação não é o grande objetivo dos políticos, pois no ditado popular: “seria dar um tiro no próprio pé”. A única alternativa, por enquanto, é desligar a TV durante a propaganda política, pois não há nem como mudar de canal para escapar do martírio
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É coisa do DEMO e de seus aliados


Por: Samy Santos

Há alguns anos, o mensalão era noticiado pela mídia. Segundo o então deputado Roberto Jefferson, O PT pagava uma mensalidade aos partidos aliados para aprovar emendas e projeto do governo. Tal esquema envolvia pessoas do alto escalão petista, a exemplo de Delúbio Soares, José Dirceu, José Genuíno, entre outros.
Na época, vários partidos de oposição, sobretudo o PSDB e o DEMO rechaçaram o mensalão (atitude coerente, caso não fosse um atitude eleitoreira e oportunista). Chegaram a cogitar até mesmo o impeachment do presidente Lula. Sob a bandeira da moral, idoneidade e lisura, políticos desses partidos asseguravam que tal prática jamais seria orquestrada por tais partidos e tampouco seria tolerada.
O envolvimento recente do governador do Distrito Federal, o democrata José Roberto Arruda, no novo mensalão, faz promover um repensar acerca da forma de agir de alguns partidos. Quando era o governo petista, a prática do mensalão era algo inescrupuloso, terrível, mas quando as evidências ferem os interesses do PSDB e DEMO, o discurso não é mais o mesmo: “é preciso analisar com cuidado”; “vamos dar um tempo para a defesa do governador”, são algumas das respostas encontradas, como se as imagens (com áudio) e as investigações da Polícia Federal não trouxessem provas cabais do esquema.
Até o momento 7 pedidos de impeachment foram protocolados na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas nenhum desses foram solicitados pelo DEMO ou PSDB, “defensores” da ética de outrora. Nesse contexto, o caso do DEMO é ainda mais grave, visto que até a não exclusão de Arruda do partido vem sendo cogitada. Percebe-se, no entanto, que várias denúncias também pesam sobre lideranças psdebistas, a exemplo de Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Geral e atual senador, acusado de peculato, lavagem de dinheiro e de promover o mensalão enquanto era governador.
DEMO e PSDB descobriram como é ruim fazer uma oposição suja e oportunista, e veem suas legendas mergulharem em uma crise singular. É preciso pontuar, todavia, que é de fundamental importância o trabalho dos partidos de oposição, mas aquele comprometido com os interesses do país e de seu povo.
Vestir-se sob a bandeira da ética e da moral não tem sido um caminho interessante para os partidos políticos brasileiros. Agora é observar a habilidade do DEMO e PSDB para controlar a crise que já se transformou num escândalo nacional. Vai ser preciso muita perícia. De qualquer forma, a tentativa de forjar uma imagem de ética e idoneidade partidária foi posta ao chão. Vale salientar que não se trata de apoiar, nessa discussão, os erros cometidos por alguns políticos petistas, mas de evidenciar a forma hipócrita como alguns partidos fazem política no Brasil. O ditado popular é claro: um dia é da caça, mas o outro é do caçador. Chega de hipocrisia.
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É preciso punir


Por: Samy Santos


A todo momento se fala das mulheres brasileiras, do samba, das belas praias, mas nada seduz tanto parte da sociedade quanto à corrupção. Essa praga (corrupção) está enraizada em todos os segmentos da sociedade, a exemplos de Igrejas, clubes, associações, na vida cotidiana e, é claro, na política, representante mais ilustre de tal prática.
A quantidade de denúncias divulgadas sobre  corrupção cresce de forma acentuada e confunde os eleitores, haja vista que é preciso catalogar os casos e os nomes dos políticos envolvidos, sob o risco de tais “feitos” caírem no ostracismo. Atualmente, pode ser até injusto dizer que o eleitor tem memória curta.
Nesse contexto, é difícil lembrar o que fizeram Georgina de Freitas, os anões do orçamento, Collor, Pascoal, os envolvidos no mensalão e, mais recentemente, Sarney. A memória dos eleitores pode até lembrar dos envolvidos em atos de corrupção, mas é difícil precisar as acusações que pesam sobre eles. É muita corrupção para pouca memória e um espaço curto de tempo.
A tônica do momento são as discussões que versam sobre o recebimento de propina por parte de José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal. Por meio de vídeos com e sem a autorização da justiça, vê-se de tudo: homem colocando dinheiro em meias e cueca, deputado/pastor que chama comparsas para orar e agradecer o “santo” dinheiro oriundo de corrupção, envolvidos debochando da propina conseguida. São cenas para todos os gostos.
A massificação pela qual passa a corrupção demonstra a incapacidade de o Brasil coibir e punir aqueles que desviam do erário. O grande problema é que dificilmente políticos vão para a cadeia no Brasil, mais difícil ainda é vê-los permanecer por muito tempo encarcerados.
Paulo Maluf, por exemplo, está, segundo um estudo internacional, entre os 10 maiores corruptos da história. Para se ter uma ideia da “grandeza” do feito de Maluf, ele é o único, entre os 10 que compõe a lista, que não era chefe de Estado. Onde ele está nesse momento? Preso? Que nada. Com certeza está gastando o dinheiro do contribuinte.
Não se moraliza um país sem punir criminosos. Enquanto grande parte da população tem uma vida alicerçada na ética e na moral, a outra usurpa os cofres públicos e debocha, sobretudo, da falta de critério dos eleitores e da ineficiência e morosidade da justiça brasileira. O cenário precisa mudar, e a punição é, sem dúvida, o melhor caminho.
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Referendando a corrupção


Por: Samy Santos

A população assiste atônita às acusações que pesam sobre José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal. Arruda é acusado, entre outras coisas, de receber propina de empresas fornecedoras do governo. O esquema organizado pelo governador vem sendo chamado de o novo mensalão.
Arruda nega de forma veemente a participação no esquema, como já fizera em 2001 quando foi acusado de violar o painel do senado. Na época, fez um discurso emocionado, no qual ressaltava que sempre teve uma vida alicerçada na ética, moral e valores. Pressionado pelas evidências, voltou atrás e assumiu a participação no escândalo. Para não ser cassado, renunciou ao mandato.
Após esse episódio, elegeu-se deputado federal em 2002. Alguns anos depois, em 2006, foi eleito para o Governo do Distrito Federal. O mais sensato seria que Arruda fosse rechaçado nas urnas, mas, como se nota, voltou consagrado nos “braços do povo”. Parte da população referenda a corrupção tanto em atitudes cotidianas como nas urnas.
Em 2001, no mesmo caso de violação do painel do senado, ACM renunciou ao mandato de senador para também escapar da cassação. Dias depois, durante o período de São João, estavam espalhados cartazes pelas ruas de Jequié com os dizeres: “ACM, a Bahia vai corrigir esta injustiça”. A pergunta é: qual injustiça? É no mínimo incoerente como algumas pessoas referendam as práticas de corrupção. Vale salientar que ACM também foi reeleito para o senado com votação expressiva.
Há pouco mais de 5 anos Ibirapitanga elegia novamente Eraldo Assunção como prefeito da cidade. O que poucos lembram é que Assunção foi cassado no primeiro mandato por irregularidades. Parte da população de Ibirapitanga resolveu dar uma nova “chance” a ele, e o resultado disso foi uma administração desastrosa.
As situações apresentadas nessa discussão são apenas algumas das milhares que acontecem no Brasil. Muitos dos casos de corrupção poderiam ser evitados se a população adotasse critérios sólidos para eleger seus representantes. Não se pode dar uma nova oportunidade a corrupção e a falta de idoneidade. As recentes denúncias contra Arruda devem servir para promover um repensar não apenas acerca dos prejuízos causados pelas práticas de corrupção, mas pela “consagração” que muitos políticos vêm tendo nas urnas mesmo com um histórico de irregularidades político-administrativas. Votar em corrupto é referendar a corrupção.
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Bahia em "evidência"


Por Samy Santos

Diversos meios de comunicação do Brasil noticiaram, esta semana, algumas das cidades mais perigosas para a juventude. A Bahia, mais uma vez, deu de “goleada”, e conseguiu emplacar 5 cidades entre as 15 mais violentas para o público jovem do país.
Se não bastasse Ilhéus (12º), Lauro de Freitas (14ª), Teixeira de Freitas (8ª), e Camaçari (4ª), a Bahia conseguiu colocar Itabuna no topo da lista, ou seja, a cidade grapiúna é considerada, segundo estudos do Índice de Homicídios na Adolescência – IHA, a cidade mais perigosa para a juventude.
Se a contagem levar em consideração os 30 municípios mais perigosos para a juventude, a Bahia ainda ganha outra representante, visto que Porto Seguro ocupa o 29ª posto no ranking das cidades mais violentas. Como se nota, a situação é grave é requer bastante atenção e responsabilidade.
Inicialmente, é preciso observar que estas cidades não representam casos isolados na Bahia, haja vista que outros municípios, embora não figurem entre os mais violentos do Brasil, apresentam números alarmantes de violência. Para se visualizar, superficialmente, o problema no estado, segundo números da Secretaria de Segurança Pública, faltam mais de 90 delegados nas cidades baianas.
Antes que os oportunistas de plantão (oposicionistas) comecem a bombardear o governo Wagner, é preciso ressaltar que números tão significativos de violência não se “constroem” em um mandato. Assim, o cenário de violência baiano é resultado de um histórico de falta de investimentos em educação, cultura, entretenimento, saúde e segurança pública.
Percebe-se, dessa forma, que a partir das informações divulgadas pela IHA, o poder público, em todas as suas instâncias, passa a contar com um poderoso e sólido instrumento de auxílio para a definição de políticas de segurança pública voltadas à preservação dos jovens brasileiros.
O fato é que é hora de planejamento e implementação de ações. Críticas e acusações oportunistas só servem para trazer ainda mais inoperância. É preciso criar oportunidades para a juventude, o que entre outras coisas significa dizer, oferecer educação de qualidade, acesso a cursos profissionalizantes, políticas voltadas para a cidadania e o 1º emprego. Sem um programa preciso para conter a criminalidade, nas próximas listas de violência a Bahia “emplacará”, certamente, mais cidades. É hora de investir.
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A "visita"


Por: Samy Santos

O Brasil recebe, hoje, a “ilustre” visita de Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano. Uma das figuras mais controversas e criticadas dentro de toda a comunidade internacional. Partidário da destruição do estado de Israel, crítico da aceitação dos relatos históricos do Holocausto e patrocinador da criação de um programa nuclear clandestino em Teerã.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad é um dos mais desdenhados presidentes que o Irã já teve, tanto em casa como no exterior. Suas ideologias fundamentalistas e apocalípticas e o desprezo pelos direitos humanos estão pondo em perigo a estabilidade do Oriente Médio e o bem-estar de seu próprio povo.
Existe, também, a questão das violações de direitos humanos. O governo de Ahmadinejad, por exemplo, não somente discrimina homossexuais, como chega ao ponto de negar o direito de existência dos gays no Irã. Há, ainda, relatórios que atestam tortura brutal e estupro de prisioneiros, tanto homens quanto mulheres.
Ao receber um presidente com tantas “credenciais”, parece que o Brasil referenda tanto as ideologias e concepções de Ahmadinejad, quanto os seus atos bárbaros cometidos contra os iranianos. O país precisa estar aberto para receber grandes chefes de Estado, sobretudo aqueles que possuem grande legado na propagação da paz, não extremistas que fazem o medo e o terror estarem sempre em evidência.
É importante que a população brasileira demonstre a sua insatisfação quanto à visita de Ahmadinejad ao país, evidenciando tal sentimento em meios de comunicação e manifestações populares. É importante pontuar que algumas manifestações já vêm ocorrendo no Brasil, sobretudo nas maiores capitais.
Percebe-se que, ainda que a visita de Ahmadinejad possa trazer novas oportunidades econômicas e de negócios, os brasileiros farão bem em perguntar o custo dessa aproximação com Teerã. A visita do presidente iraniano é uma afronta a todos aqueles que acreditam na paz, na liberdade de expressão, nos direitos humanos e também aos que mantêm a esperança de ver um mundo mais justo e igualitário. É necessário dar exemplo a comunidade brasileira.
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A imprensa "marrom"


Por: Samy Santos

Atualmente, um dos termos mais utilizados para se referir à imprensa “podre”, é a expressão “imprensa marrom”. Tal nome foi “timbrado” em razão de muitos meios de comunicação fazerem o chamado jornalismo “sujo”, aquele que visa apenas a interesses particulares.
Antes de se discutir esta temática, é preciso relembrar qual é o papel da imprensa, cuja razão precípua é informar com exatidão, formando em seu leitor, o processo gerador de conhecimento consciente. O texto (oral ou escrito) da impressa comprometida com a notícia deve revelar sua referencialidade, ou seja, a preocupação maior é sempre com a informação, sobretudo com imparcialidade.
Muito tem se falado na distinção existente entre a chamada grande imprensa, caracterizada como séria, formadora de opinião e a pequena imprensa, que apela para aspectos popularescos, manipulando os leitores, divulgando informações sensacionalistas. Se o aspecto crítico é característica da primeira, parece correto afirmar que a função apelativa é atributo da segunda.
Parte dos veículos de imprensa está nas mãos de políticos, sobretudo emissoras de TV, rádios e jornais impressos. Com isso, muitos programas servem apenas para bajular colaboradores de campanha e partidários e tecer críticas aos opositores. O resultado disso é um jornalismo sujo e oportunista, mas que infelizmente ainda tem bastante circulação nos lares brasileiros.
Há aproximadamente dois anos, a título de exemplo, um jornal regional publicou que Ubatã tinha a maior média de leitores entre os estudantes. Segundo tal jornal, cada estudante ubatense lia, em média, 26 livros por ano. Paradoxalmente, a esta informação, Ubatã registrou, no último ano, o pior IDEB do Brasil. Como explicar isso? É fácil. Matéria comprada. É a imprensa marrom mais uma vez cumprindo o seu papel.
São incontáveis os péssimos exemplos da imprensa marrom: mediação tendenciosa de debates; manipulação de campanhas políticas e da opinião pública (conferir, por exemplo, o que ocorrer no Maranhão com a família Sarney e na Bahia com a família Magalhães); dita falsos valores e padrões deturpados de comportamento; programação parcial em programas de TV e rádio, sobretudo para enaltecer o “trabalho” de políticos corruptos. Percebe-se, também, que são inúmeros os profissionais da imprensa que recebem dinheiro para bajular políticos e criticar oposicionistas.
A imprensa tem um papel importante na sociedade, que certamente não é o de bajular pessoas, oportunizar ataques pessoais contra políticos ou cidadãos comuns, promover venda de notícias, divulgar informações falsas e fazer juízos de valores tendenciosos. A população também precisa rever a atenção que tem dado à imprensa suja, que nada agrega em cultura e conhecimento ao intelecto das pessoas. É hora de reflexão.
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Possíveis temas de redação - Vestibulares 2009/2010



O mundo está passando por uma séria recessão provocada pela volatilidade dos fluxos internacionais de capital especulativo. O dinheiro hoje está num país e como num passe de mágica e com algumas tecladas num computador, pode ir parar em outro país que o especulador julgar mais rentável ou mais seguro.
O Brasil, lamentavelmente, tornou-se joguete num cassino de péssimo gosto: durante o ano de 1998 perdeu cerca de US$ 40 bilhões em poucos meses em virtude do pânico trazido pela crise russa. Os grandes especuladores não têm pátria e são insensíveis ao sofrimento social que causam nos países emergentes. Não é muito diferente do que ocorre na atualidade com a crise oriunda dos Estados Unidos.
Países foram devastados por investidores irracionalmente tomados por um espírito de rebanho. Houve um “estouro da boiada” rumo ao precipício. A saída maciça de dinheiro dessas nações culminou com um grave aumento das falências, do desemprego, da miséria e provocou até mesmo ondas de suicídios.
Certamente, os temas de redação da maioria dos vestibulares deverão centrar-se em torno da instabilidade econômica e social que o planeta atravessa. Podemos prever os seguintes temas:
• . A fragilidade econômica dos países em desenvolvimento;
• . Pedofilia e prostituição;
• . Violência;
• . Sobrevivendo às crises;
• . Reforma ortográfica;
• . Instabilidade psíquico-social;
• . Desenvolvimento sustentável;
• . O desemprego;
• . A violência urbana;
• . Discussões sobre educação;
• . O movimento sem-terra e a violência no campo;
• . Transição econômica;
• . Desequilíbrio ecológico;
• . Poluição e degradação ambiental;
• . Tecnologia;
• . A figura do idoso na sociedade brasileira;
• . Discussões sobre igreja e fé;
• . Ética;
• . Instabilidade Política na América Latina;
• . A Crise Mundial;
• . Pré-Sal.

Há alta probabilidade de cair nas provas, não só na Bahia, mas em todo o Brasil. Leia tudo o que puder nos jornais e revistas sobre a recessão mundial, a fome no Nordeste, greves, fuga de capitais etc. Assim, você estará familiarizado com os assuntos mais prováveis.
Fique, contudo, preparado: algumas bancas examinadoras seguem uma lógica acadêmica própria e, ao que parece, pouco ligam para o mundo real. Costumam propor temas filosóficos, distantes do cotidiano dos candidatos e, por isso mesmo, complexos.
Para enfrentar esses temas mais densos, leia livros básicos de filosofia para o segundo grau e “intelectualize-se” ao máximo. Não consigo imaginar prazer maior para um vestibulando do que ir bem numa redação quando a concorrência naufraga porque tudo o que faz é assistir a programas de baixo nível na tevê.
Fique calmo na hora da redação porque isso permite arejar melhor os pensamentos. É até normal ficar com uma certa raiva da banca examinadora quando esta propõe um tema “alucinado”, mas canalize essa energia para vingar-se tirando nota máxima...

Samy Santos
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A brincadeira da vez!!!



Por: Samy Santos

Depois das cartomantes que prometiam descobrir o futuro das pessoas; dos falsos profetas prometerem transformar pedra em pão e água em vinho, a bola da vez agora são as palestras motivacionais, que prometem trazer de volta a alegria das pessoas e “ensinar” o caminho da felicidade.
As palestras motivacionais ou de autoestima, como preferem outros, vem fazendo grande sucesso no Brasil, sempre envoltas no discurso do bem-estar e da satisfação proporcionada. Esse tipo de palestra vem sendo ministrada em escolas, indústrias, clubes, pequenas, médias e grandes empresas de todos os segmentos.
A felicidade vem sendo tratada de forma equivocada e trivial. Muitos pensam que ela é uma caixa de bombom, que está disponível no supermercado mais próximo. Percebe-se, no entanto, que essa temática é complexa, visto que até mesmo a ciência tem dificuldade em pontuar, de maneira precisa, qual a essência dela e de que o ser humano precisa efetivamente para ser feliz.
Pelo crescente número de pessoas depressivas no país, e pela falta de perspectivas de vida, algumas pessoas vêm acreditando, sobretudo pela influência de palestras motivacionais, que é possível ser feliz seguindo uma “receita”, “fórmula” mágica, ou até mesmo se guiando nos exemplos de outras pessoas.
Em algumas empresas, por exemplo, as ações que estão vinculadas à motivação dos funcionários se referem às melhorias das condições de trabalho, planos de incentivo a produtividade, sentimento de valorização, e recompensa financeira pelos serviços prestados. Dentre os aspectos que trarão motivação a vida dos funcionários não estará, certamente, a pronúncia de meia dúzia de palavras “açucaradas”, ditas em palestras de elevação de autoestima.
É relevante pontuar que a motivação é algo extremamente importante ao ser humano, no entanto muitas palestras de motivação discutem a temática como algo simples, fácil de alcançar, o que é possível conseguir seguindo um “manual”. A discussão necessita de seriedade e compromisso, haja vista ser a temática complexa e também a tônica das discussões atuais. Chega de blá-blá-blá!!!
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Lendo e não compreendendo


Por: Samy Santos

A leitura é uma atividade vinculada à construção do conhecimento e criticidade. Por meio dela, “ignorantes” passam a conhecer e “cegos” passam a enxergar.
Talvez os que não têm acesso a boas leituras sofram menos, pois não percebem e tampouco se incomodam com a quantidade de injustiças sociais e besteiras discutidas no Brasil e no mundo. Parece, às vezes, que devido à importância que se dá a assuntos triviais, que o país não possui graves problemas, como a fome, a desigualdade social, e tantos outros ligados ao atraso.
No que se refere às injustiças, o Ministério da Previdência Social disponibiliza o auxílio reclusão. Trata-se de um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semiaberto. Parece brincadeira, mas infelizmente é verdade. Ou seja, uma pessoa comete um crime e ainda pode contar com um auxílio do governo. A crítica vem chamando tal auxílio de bolsa marginal, nada mais sugestivo e verdadeiro.
Há poucas semanas físicos ingleses divulgaram uma descoberta “fenomenal”, capaz de “abalar” os alicerces da ciência. Eles descobriram que é possível dar setenta e dois laços diferentes numa gravata. Que “interessante”, brilhante “descoberta, que discussão “maravilhosa”. A população mundial não sabe como agradecer.
As universidades brasileiras, centro de discussões de interesse social, ultimamente vêm discutindo a quantidade de centímetros que deve medir a saia de uma estudante. Nada mais cultural e inteligente do que fomentar uma questão de “interesse” nacional num ambiente acadêmico. Enquanto isso... o Brasil e diversos países do globo marcham para trás no que tange ao desenvolvimento.
Percebe-se que a falta de boas leituras tem formado uma geração de alienados, que não consegue perceber a quantidade de injustiças que assolam o país. Nota-se, por outro lado, que a “nova” geração dá muita importância ao comprimento da saia das estudantes, a dança erótica de uma professora ou até mesmo a uma descoberta “brilhante” de físicos. Só a leitura é capaz de tirar essas pessoas da alienação. Difícil é ter criticidade e não se incomodar com grande parte dos assuntos que são a tônica das discussões atuais. Como compreender este cenário?  É hora de ler...
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Diploma universitário não é parâmetro de competência


Por: Samy Santos


Há alguns dias foi publicado um excelente texto no blog “É Política”, intitulado “O preconceituoso também é cafona e grosseiro”, de autoria do blogueiro Wesley Novais. O título do texto faz referência às palavras proferidas por um gênio da música brasileira, Caetano Veloso, que ao se referir ao presidente Lula disse que este é analfabeto, grosseiro e cafona. Com a certeza de que não é preciso agregar nada ao texto publicado neste site, daremos, apenas, um novo viés à discussão.
As palavras preconceituosas de Caetano refletem o pensamento de parte da população, que só consegue ver competência naquelas pessoas que possuem ensino superior. Nesse ínterim, é sempre recorrente o questionamento: Curso Superior é sinônimo de conhecimento e competência? Certamente, não.
É inegável a quantidade de pessoas que possuem Curso Superior e são incompetentes e despreparados. Isso ocorre, dentre outros motivos, pela péssima qualidade do ensino da maioria das faculdades brasileiras. O grande problema é que o único conhecimento valorizado no Brasil é o acadêmico, ou seja, aquele oriundo das universidades.
Não se trata de desmerecer os títulos de graduação e pós-graduação, mas de evidenciar que existe, sim, conhecimento fora das universidades, e que ela não é, certamente, o único meio para o acesso à cultura e informação. Afinal, há excelentes profissionais desenvolvendo de maneira brilhante suas atividades sem ao menos terem frequentado um Curso Superior.
O baiano Duda Mendonça, por exemplo, é, sem dúvida, um dos maiores publicitários do Brasil. O que poucos sabem é que ele nunca cursou a faculdade. É bom notar que Mendonça não representa um caso isolado, visto que são incontáveis as pessoas que não possuem Curso Superior, mas são excelentes profissionais.
Como se nota, diploma universitário ou a falta dele não pode ser utilizado como parâmetro para se aferir a capacidade das pessoas. Fora da universidade também há pessoas brilhantes, grandes gênios e que a cada dia agregam valores e conquistas para a sociedade. A propósito das palavras de Caetano Veloso, é bom observar que se todo analfabeto do Brasil tivesse o conhecimento e a criticidade de Lula, o analfabetismo certamente já teria sido extinto no país. É preciso sair da visão restrita e preconceituosa acerca do conhecimento.
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Ueba! Uniban tem moral de jegue!


Por: José Simão - Colunista do Jornal Folha de São Paulo

Fora, Uniban! Pela descriminalização das gostosas! A Loira da Uniban! Esse foi o grande babado da semana: "Uniban expulsa estudante de minissaia". Aquela loira da minissaia que quase foi apedrejada, estripada e espancada pelos universitários. Os UNIVERSOTÁRIOS!
E Uniban vira Taleban! E os alunos da Uniban que foram no programa da Lucianta Gimenez? Um aluno disse: "Estão DEFAMANDO a universidade". E outro: "Querem DEGRENIR a universidade". Agora as alunas têm três opções de modelo: burca, xador e saco de lixo! Minissaia de novela da Globo nem pensar!
Aliás, sabe como chamam aquelas minissaias da novela da Globo? Abajur de perereca! Rarará! O caso saiu até no "New York Times" e "Guardian"! E corre no Twitter a melhor manifestação a favor da aluna: PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS GOSTOSAS. Rarará!
A Uniban alega que a menina gostava de provocar os meninos. Como disse uma amiga minha: "E quem não gosta?". Rarará! E como disse o Xico Sá: "Muda a placa Cuidado/Escola para Cuidado/Uniban"!
E diz que a Uniban está em penúltimo lugar no ranking de universidades. Mentira! Estão DEFAMANDO e DEGRENINDO a universidade.
Rarará! E o modelito não é atentado ao pudor coisa nenhuma. É atentado ao bom gosto! Essa universidade tem moral de jegue!
E a Madonna vem pro Brasil arrecadar dinheiro para causas sociais.
Como é o nome da vinda da Madonna? Marcha para Jesus Luz! E olha esse classificado: "Rapaz solteiro procura solteira de 25 a 40 anos para compromisso e que seja peluda".
O Brasil é socialmente injusto, mas sexualmente tem pra todo mundo.
E essa: "Casal gaúcho oferece-se".
O problema de pegar casal gaúcho é que você tem que comer os dois. É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão!
Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que dois portugueses chegaram ao Brasil e abriram um motel chamado Motel Nossa Senhora de Fátima. Faliu em três meses! Mais direto impossível.
Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula, o Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Guerras Púnicas": guerra entre companheiros pra ver quem solta mais pum. Rarará. O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã.
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Ê Saudade...


Por: Samy Santos

Dormir com janelas abertas, conversar com parentes e vizinhos na porta de casa, caminhar tranquilamente pelas ruas da cidade, tais fatos fazem parte de um cenário até bem pouco tempo comum nos pequenos municípios do Brasil. A princípio a insegurança assolava as pessoas apenas nas grandes cidades. Hoje a realidade é diferente. A violência atinge todo o país, inclusive cidades pequenas.
Recentemente, a população de cidades pequenas vem demonstrando preocupação com a escalada da violência. Nesse ínterim, muitos se perguntam sobre as causas que tem contribuído para elevar o número de assaltos, roubos a estabelecimentos e homicídios em tais cidades.
A violência talvez seja hoje o maior problema do Brasil. Apesar de estar sendo chamado de país em desenvolvimento, temos uma enorme desigualdade social, um dos pilares que sustenta a violência. Nos últimos anos, o governo deu atenção especial à economia, já que a população vivia a mercê da inflação, e deixou de lado a questão da segurança.
Em Ipiaú, por exemplo, a violência vem assustando a população. Inúmeras pessoas são assaltadas na cidade, assassinatos ocorridos em praça pública e até mesmo o delegado sucumbiu à violência. Todos esses crimes estão vinculados, sem dúvida, ao aumento do tráfico de drogas e ao crime organizado. Nesse contexto, a população se questiona: o que será de nós se até mesmo uma autoridade policial é vítima de barbárie? A resposta para este questionamento não é das mais animadoras.
Muitos preferem culpar a polícia pelo aumento da criminalidade, porém é preciso observar que esta não possui pessoal suficiente para fazer o patrulhamento das ruas, faltam equipamentos, treinamento mais específico para coibir a violência e não há apoio logístico adequado. Se existem culpados pela escalada da violência, a culpa reside na péssima estrutura do sistema e na falta de uma gestão comprometida com segurança pública.
É evidente que uma administração local não pode resolver sozinha todos os problemas referentes à violência, mas ela pode buscar ajuda junto ao governo estadual e federal, o que inclui, como medida a curto prazo, o aumento do efetivo policial da cidade.
Ademais, é preciso investir em cultura, educação, saneamento básico, saúde, entretenimento, esporte, lazer e na viabilização da oferta de emprego à comunidade. É impossível diminuir a criminalidade sem que haja a punição de criminosos e sem oferecer expectativa de vida à população. Vale salientar, no entanto, que não se trata de ações simplistas, uma vez que o problema é complexo e exige planejamento preciso.
As autoridades precisam lembrar que desenvolvimento econômico aliado à falta de planejamento traz efeitos negativos. Ipiaú é uma cidade que vem se desenvolvendo economicamente, sobretudo pela instalação de empresas que prestam serviços à Mirabela. Sem um planejamento para conter a violência, a cidade se torna um ambiente propício para a proliferação da criminalidade.
O fato é que a população não só de Ipiaú, mas de muitas outras cidades de pequeno/médio porte não suporta mais tantos crimes e entrevistas de autoridades prometendo resolver o problema da segurança pública. É preciso sair do discurso vazio e partir para a implementação de ações. No atual cenário de violência, a vida pacata de alguns anos das pequenas cidades tem deixado saudades.
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Sindicato e Política


Por: Samy Santos


Historicamente, os sindicatos têm a sua trajetória vinculada à autonomia e à independência político-partidária. Foi assim que eles, nos mais diversos âmbitos, conseguiram conquistas singulares para a classe trabalhadora.
Pode-se dizer que na essência os sindicatos desejam, em primeira instância, manter todos os seus membros empregados; em segundo lugar, ampliar a renda de seus filiados; e, finalmente e de maneira mais ampla, lutar pelos interesses da categoria.
Por outro lado, muitos sindicatos têm deixado de lado a militância histórica em prol dos trabalhadores, e tem buscado outras estratégias, o que, na maioria das vezes, não representa de fato o interesse de seus associados.
Já é fato corriqueiro no Brasil o envolvimento de sindicatos na política. Com a bandeira de defesa da classe trabalhista, membros de sindicância se candidatam a diversos cargos políticos, que vão de vereador a busca de uma vaga no senado.
É difícil imaginar que um sindicato vinculado à política continue lutando pelos interesses do trabalhador. Experiências no Brasil demonstram que tal “parceria” (política/sindicato) não tem trazido efeitos positivos. É só observar a quantidade de denúncias que membros do sindicato vêm recebendo após ingressar no âmbito político.
Ademais, é bom notar que sempre que houver um choque de interesses, certamente os do sindicato ficarão em segundo plano. É lamentável ver membros de sindicatos se envolvendo na política sob a bandeira de defesa dos interesses da classe trabalhadora.
Percebe-se, também, que sindicatos não podem ser presididos por pessoas que possuem vínculo político-partidário, sob o risco de ter ações/decisões sempre condicionadas pelos interesses familiares. Nota-se, assim, que toda a gestão precisa de lisura e credibilidade.
É preciso que a maioria dos sindicatos reencontre a essência da militância, que é a busca exclusiva pelos interesses da classe trabalhista. Afinal, ela é a razão da existência de sua existência (sindicato). Além disso, sindicato e política definitivamente não combinam.
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O Brasil ainda assusta




Por: Samy Santos

Jornais no mundo inteiro noticiaram que o Brasil será, certamente, a nova potência econômica deste século. Para referendar essa afirmativa, argumentaram acerca da descoberta da camada pré-sal, da estabilidade econômica brasileira, do desenvolvimento do comércio exterior e também da rapidez que o Brasil saiu da crise mundial.
Essas notícias são, sem dúvida, motivos para comemoração. Por outro lado, as mazelas sociais, injustiças e corrupção vêm caminhando lado a lado com o desenvolvimento econômico brasileiro. A cada dia se notícia, nos meio de comunicação, fatos que envergonham o país e entristecem a população.
Esta semana, por exemplo, o senado afrontou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao não cumprir determinação de cassar o mandato do senador Expedito Junior (PSDB-RO) e dar posse ao empresário Acir Gurgacz. Se já não bastasse muitos políticos afrontarem o povo, o senado inova no momento em que não cumpre a determinação da mais alta Corte do país.
Hoje, um pai precisou fazer parto da filha numa cadeira de hospital, tudo isso ocorreu em razão de a família ter esquecido os documentos da gestante. A médica só apareceu para cortar o cordão umbilical da criança. Poderia ser cômico, caso não fosse um problema grave. É preciso ressaltar, também, que milhares de pessoas têm morrido em filas dos hospitais por falta de atendimento médico.
Há algumas semanas traficantes do Rio de Janeiro derrubaram um helicóptero da polícia, matando dois militares e deixando quatro feridos. Percebe-se, no entanto, que o problema é ainda maior, haja vista que a violência e o tráfico de drogas se alastraram até nas pequenas cidades, vistas anteriormente como lugares pacatos e hospedeiros.
Muitas crianças sofrem todos os dias com a fome nas cidades brasileiras. Apesar de os projetos sociais terem melhorado o cenário, é comum pessoas dormirem sem uma única refeição diária. Ainda no que se refere às injustiças contra as crianças, é só analisar os inúmeros casos de pedofilia e prostituição infantil que ocorrem no Brasil.
Bom seria se os argumentos apresentados nessa discussão fossem casos isolados da realidade brasileira, no entanto é notório que se trata de algo recorrente no país. Nota-se, assim, que apesar das boas notícias, o Brasil precisa avançar muito, não apenas numa perspectiva econômica, mas, sim, no âmbito social, cultural, humanitário e educacional.
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Sociedade de hipócritas


Por: Samy Santos


Recentemente, um fato chocou o Brasil e causou revolta até mesmo nos meios mais conservadores. A graduanda Geyse Arruda, 20, do curso de Turismo, da Faculdade Bandeirantes, foi vítima de preconceito e discriminação por parte de alguns “estudantes”, que se proclamavam defensores da moral e da boa conduta.
Arruda, depois de uma apresentação, trocou a blusa preta de manga comprida e o jeans que usava pelo vestido rosa-choque. Após esse momento, a estudante passou a ser ridiculariza e xingada pelos corredores da Universidade, fato que se estendeu durante o período em que ela permaneceu em sala de aula. Segundo o Jornal Folha de São Paulo, cerca de 700 alunos participaram da confusão, sendo que a polícia teve de ser acionada para intervir e retirar a estudande em segurança da faculdade.
A universidade é uma instituição comumente vinculada à liberdade de expressão, liberalidade, diversidade de crenças, costumes, ideologias e concepções, dessa vez, por intermédio de “estudantes”, dá um péssimo exemplo de preconceito, retrocesso e hipocrisia. A cena ocorrida lembra o cenário de um grupo de radicais religiosos ensandecidos, querendo trucidar a “infiel”.
Alguns “manifestantes” argumentam que a estudante estava vestida de forma inadequada, fato que comprometeria a imagem da universidade. Sem dúvida, não é leviano afirmar que dentre os “manifestantes” universitários havia corruptos, usuários de drogas, prostitutas, ladrões e alcoólatras, fato corriqueiro hoje nas faculdades brasileiras.
Como se nota, o repúdio à estudante é apenas mais um ato estúpido e hipócrita de uma sociedade alicerçada em falsos valores e contradições. A universidade é uma instituição formadora de opinião e de grande representatividade social, portanto é necessário que a Faculdade Bandeirantes dê uma resposta rápida e rígida aos “manifestantes”. Punições como advertência escrita, suspensão ou até mesmo expulsão da instituição devem ser levadas em consideração. Esse procedimento (punição) servirá para que não haja a legitimação das práticas de intolerância, hipocrisia, estupidez e discriminação. Afinal, a universidade deve dar exemplos.
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O problema maior é a falta de critérios




Por: Samy Santos

Frequentemente, seja na mídia ou em conversa informal, a discussão versa sobre a “memória curta” do eleitor brasileiro. Para muitos, ele esquece muito rápido em quem votou nas últimas eleições realizadas, sobretudo quando se trata do pleito para deputados, senadores e governador.
Como exigir providências dos seus representantes quando não se lembra em quem votou? A tarefa é, no mínimo, difícil. Percebe-se, no entanto, que há outros problemas tão graves como este, pois se configuram como algo que pode atrapalhar o desenvolvimento de uma cidade, de um estado ou país.
ACM, por exemplo, foi “consagrado” nas urnas depois de violar o painel eletrônico do Senado Federal, e ser obrigado a renunciar para não perder o mandato. Como se nota, outro grande problema é a falta de critério da maioria dos eleitores para escolher os seus representantes.
Na região cacaueira há exemplos para todos os gostos: prefeito cassado que conseguiu se reeleger depois de alguns anos; deputado tendo votação expressiva nas últimas eleições, apesar de ter sido acusado de trazer a vassoura de bruxa para a região; prefeitos eleitos e reeleitos mesmo tendo graves denúncias de desvio de dinheiro e corrupção; “representantes do povo” que construíram obras “faraônicas” enquanto ocupavam cargos públicos; vereadores acusados de receber propina, só para ficar em alguns exemplos.
Percebe-se, dessa forma, que a “memória curta” é apenas um dos problemas que emperram a máquina pública. Outro problema tão grave é a falta de critérios dos eleitores brasileiros, haja vista que votam em políticos corruptos, que constantemente figuram nas páginas de denúncias de desvio de dinheiro, corrupção e peculato.
Assim, poucos lembram o que fizeram Sarney, Collor, Hidelbrando Pascoal, João Alves, Humberto Lucena, Georgina de Freitas, dentre outros corruptos que conseguiram até se reeleger ou ocupar cargos públicos depois de denúncias comprovadas.
É preciso, então, não apenas lembrar em quem votou nas últimas eleições, mas votar em candidatos que tenham uma vida alicerçada na moral, na ética, na idoneidade, e também no compromisso com as questões de interesse popular. Só assim se poderá mudar o triste cenário de corrupção que assola o Brasil. É preciso ter critério para votar.
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Brasil: nova potência

Por: Samy Santos

Há poucos dias o jornal Financial Times publicou um artigo em que afirmava que o Brasil será, certamente, a nova potência do século XXI. Tal artigo foi assinado pelo comentarista Michael Skapinker. Essa notícia traz enorme alegria para os brasileiros e, consequentemente, expectativas e curiosidade acerca do novo cenário que se visualiza no país.
“Brasil, o país do futuro”, essa ideologia foi implantada na década de 50 e acompanhou a história do Brasil nas últimas décadas. Quando ela perdeu força, o governo tratou logo de criar outra: “sou brasileiro, não desisto nunca”. Deixando o ufanismo de lado, agora surge uma análise imparcial a respeito do futuro brasileiro.
Depois de décadas de promessa de desenvolvimento, e observando o crescimento de países até então emergentes como Coréia do Sul, Malásia e Taiwan, parece que chegou o momento de o Brasil se transformar numa grande potência econômica.
É preciso ressaltar, no entanto, que desenvolvimento econômico tem de estar intimamente ligado ao desenvolvimento social. A China, por exemplo, considerada uma das locomotivas mundiais, a partir das altas taxas de crescimento econômico tem verificado que milhões de pessoas que antes faziam parte da população de miseráveis, passaram a integrar a classe média, fato este que é de extrema relevância para um país com pretensões de desenvolvimento.
Num país em que diariamente a violência e as injustiças sociais são protagonistas nos noticiários, a divulgação de informações positivas a respeito do Brasil traz novas perspectivas. Uma delas é que o crescimento econômico vem, geralmente, acompanhado de oferta de emprego e, consequentemente, de renda.
Outro fato a se observar é que se o Brasil vem sendo analisado positivamente no cenário econômico mundial, isso é reflexo da política econômica implantada nos últimos anos, que teve início no governo FHC e foi ampliada no governo Lula.
Descoberta da camada pré-sal, superávit na balança comercial, recordes de exportação e estabilidade econômica, tudo isso colabora para a nova perspectiva de Brasil enquanto potência econômica. É necessário ressaltar que recursos oriundos do novo cenário brasileiro que se desenha precisam ser aplicados para o benefício da população, caso contrário o país caminhará, concomitantemente, a passos longos para o desenvolvimento econômico e também para o abismo social.
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Gestão Pública e Amadorismo

Por: Samy Santos

Não se pode negar que o amadorismo marca a Administração Pública brasileira. Muitos prefeitos fazem promessas descabidas durante a campanha, e quando assumem o mandato vem o “choque” governamental, uma vez que estes não faziam a mínima ideia do que era governar uma cidade.
Para completar o cenário desesperador, se já não bastasse a falta de habilidade administrativa de muitos governantes, é estarrecedor a quantidade de pessoas que ocupam cargos estratégicos sem qualificação técnica
A situação é mais ou menos essa: açougueiros assumindo cargo de Secretário de Cultura; pedreiros de Secretário de Saúde; professores de Secretário de Planejamento; locutores de Secretário de Finanças, e por aí vai. É claro que esses exemplos são fictícios, servem apenas para ilustrar o cenário amador (desesperador também) que toma conta da política nacional.
Nenhum prefeito é obrigado a ter experiência administrativa, mas é coerente que ele se cerque de pessoas competentes para ajudá-lo na difícil tarefa de administrar uma cidade. Como desenvolver um município, se nas áreas estratégicas para o desenvolvimento há pessoas sem qualificação técnica? É difícil imaginar que farão um bom trabalho.
Alguns prefeitos se apegam aos exemplos passados, como o de José Serra e Antônio Palocci, que apesar de não terem qualificação específica para os cargos (Ministro da Saúde e da Fazenda, respectivamente), fizeram excelentes trabalhos. Serra é economista, enquanto Palocci é médico, porém é difícil imaginar a presença maciça de novos serras e paloccis no Brasil, e mais particularmente na região cacaueira.
É claro que pessoas sem qualificação técnica podem ocupar cargos com desenvoltura e apresentar resultados satisfatórios, mas é necessário ser muito conhecedor e um pesquisador incansável. Percebe-se, no entanto, que é no mínimo mais coerente investir em profissionais que se encaixem, tecnicamente, na futura função que irá exercer, haja vista que por conhecer profundamente determinada área, poderão exercer com maestria as suas atividades profissionais.
Observa-se que o amadorismo, bem como a corrupção e a contratação de funcionários sem qualificação técnica emperram a máquina pública e faz de grande parte das cidades brasileiras um lugar propício para o subdesenvolvimento, atraso e levam ao precipício. Para ilustrar tal afirmação, é só observar que alguns municípios pararam no “tempo”, visto que pouco ou nada crescem, e isso é, sem dúvida, resultado de administrações amadoras e corruptas.
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Instituição de “Vanguarda”


Por: Samy Santos



No mês passado, a Câmara aprovou, em segundo turno, a criação de 7,7 mil vagas de vereadores no país. Além de recompor vagas, a proposta aprovada é uma reação ao Supremo Tribunal Federal – TSE – que em 2004 cortou 8.000 vagas de vereadores.
Inicialmente, é preciso ressaltar que o teto para os gastos do Legislativo Municipal, disponibilizado pelo Executivo, em 2008, foi, segundo o Jornal Folha de São Paulo, de R$ 10,41 bilhões. Apesar deste montante, estudos apontam que as Câmaras gastaram efetivamente 60% do teto constitucional, o equivalente a R$ 6,28 bilhões.
Defensores do aumento do número de vereadores argumentam que apesar da elevação da quantidade de representantes nas câmaras municipais, o teto orçamentário que era de R$ 10,41 bilhões será reduzido para 8,97 bilhões, como também os valores repassados às câmaras pelas prefeituras.
É preciso observar que o efeito da Emenda Constitucional será, efetivamente, o aumento do custeio das câmaras legislativas porque, apesar de reduzir o teto, o novo patamar fica muito acima do que é efetivamente gasto atualmente.
Alguns partidários da PEC têm defendido, também, a tese de que, com esta medida, aumentarão os “fiscalizadores” do povo, os “defensores” do dinheiro público. Tais argumentos são de arrepiar a todos que possuem uma consciência política mais apurada, pois a corrupção está, sem dúvida, enraizada, também, no poder legislativo.
Na contramão desses argumentos, verifica-se que o verdadeiro objetivo da PEC é “premiar” os partidários de deputados e senadores, transformando o poder legislativo num verdadeiro “cabide” de emprego. É preciso salientar, ainda, que a maior prática do fisiologismo político era, até então, oferecer cargos. A Câmara dessa vez inova e premia os seus colaboradores com mandatos. O Congresso Nacional é, realmente, uma instituição de “vanguarda”, sempre a frente do seu tempo, ou seja, sempre apresentando “ideias” pioneiras.
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Os grandes eventos esportivos

Por: Samy Santos


Alguns comentaristas esportivos afirmaram recentemente que o Brasil fez “barba”, “cabelo” e “bigode”. Tal afirmação faz referência ao fato de o país ter realizado o Pan-americano e na sequência realizará a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Não se pode negar que a realização de eventos de grande porte traz ganhos significativos para os países e cidades que os sediam, visto que se investe em segurança, habitação, transporte, infraestrutura, dinamiza a economia, aumenta a oferta de emprego e promove melhorias em outras áreas que são consideradas pilares para o desenvolvimento.
O grande problema, no caso do Brasil, é que muitos dos investimentos só funcionam na época da realização dos eventos. Para ilustrar tal afirmação, é só observar que a criminalidade voltou ao “normal” no Rio de Janeiro, o trânsito está uma “loucura” de novo e o atendimento na área da saúde voltou a ser péssimo, tudo isso após o grande “exemplo” de organização dado durante o Pan-americano.
Uma das maiores obras do Pan foi o estádio João Havelange, popularmente conhecido como Engenhão. Inicialmente, a obra foi orçada em 60 milhões, mas acabou custando 350 aos cofres públicos. A questão é que durante grandes eventos esportivos todo mundo se esquece da corrupção e dos gastos exorbitantes em “elefantes brancos”.
Vivemos num país em que o governo cria loteria para “salvar” os clubes de futebol. Já pensou se a moda pega... teremos de criar loterias para as grandes empresas, indústrias e, por tabela, até bares. É inadmissível tal atitude, pois, traduzindo, os cartolas podem desviar dinheiro dos clubes, sonegar impostos e deixar de pagar o imposto de renda, mas estes não precisam se preocupar, uma vez que o governo faz tudo em “nome do esporte”, claro que referendado pelo apoio quase que incondicional por parte da população. É gostar de premiar a corrupção.
É possível e até coerente defender a realização de grandes eventos esportivos no Brasil, ainda que o país tenha graves problemas sociais. Por outro lado, é necessário que haja fiscalização dos gastos públicos e que tais investimentos sejam realmente duradouros e imprescindíveis para o desenvolvimento nacional.
Percebe-se, então, que investimentos em esporte precisam estar intimamente ligados a melhorias da qualidade de vida da população, mas necessitam serem pensados a médio-longo prazo, fato que a visão imediatista de muitos não permite visualizar. Ademais, a realização de grandes eventos esportivos não deve ser um instrumento de corrupção.
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