Por Samy Santos

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Samy Santos
Professor de Redação da FACSA (Ipiaú-BA) e de Língua Portuguesa da Rede Municipal de Educação (Ubatã). Graduado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Autor de diversos trabalhos na área de Línguística,Identidade, Literatura, Leitura e Produção Textual.
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Autenticidade: algo raro

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Articulista: Samy Santos

As discussões que versam sobre temas polêmicos, a exemplo da liberação das drogas, aborto, bem como o casamento gay grassam na atualidade. Assim, uma tendência é notória: cada vez mais o discurso de pessoas comuns e também de políticos vem sendo “maquiado”, fato este justificado pelo interesse em “agradar” o(s) interlocutor(es).
Os políticos são rotineiramente convidados a expor opiniões sobre temas que despertam interesse popular e que geram polêmica, tarefa esta extremamente difícil, uma vez que temas polêmicos admitem, com igual intensidade, abordagem positiva ou negativa. Como a intenção é “agradar” a todos, assumir uma posição é algo que pode trazer grandes prejuízos.
Sob pena de perder eleitorado, é comum que políticos, quando solicitados a expor pontos de vistas acerca de temas polêmicos, prefiram assumir uma postura intermediária, ou seja, concordam em parte e discordam em parte. No entanto, a postura mais recorrente é não deixar transparecer opinião ou juízo de valor.
Para ilustrar tal premissa, é bom analisar o que disse o presidente Lula quando foi solicitado a responder se era contra ou a favor da liberalização do abordo. O presidente respondeu: “Independente de minha opinião, essa é uma questão de interesse popular. Dessa forma, a população precisa ser convidada para decidir essa questão de interesse nacional.” Frise-se, mais uma vez, que usar uma resposta do presidente Lula nesse texto atende apenas à intenção de ilustrar a problemática em questão.
Como se nota, independentemente de suas crenças, valores e concepções, os políticos costumam “maquiar” os discursos, sobretudo quando os assuntos despertam o interesse do eleitorado. Vale salientar, novamente, que tal prática (maquiar discursos) não está restrita ao âmbito político, haja vista que ela está enraizada em todos os segmentos da sociedade.
Na contramão dessa tendência de “maquiar” discursos, a presidenciável Marina Silva deu uma entrevista corajosa a Revista Veja, uma vez que não negou as suas concepções e afirmou que era contra o aborto, a legalização das drogas e o casamento gay. Argumentou/justificou que estes posicionamentos tinham relação direta com a sua fé religiosa. Acrescentou, ainda, que os homossexuais poderiam até não votar nela, mas tal fato fazia parte do jogo democrático.
É evidente que soa utópico esperar que pessoas ou políticos revelem, sem “maquiagens”, suas crenças, ideologias e concepções acerca de temas polêmicos, porém as palavras de Marina Silva são, sem dúvida, um alento para uma população tão acostumada com mentira, dissimulação e hipocrisia, sobretudo por parte de políticos. Então, viva a autenticidade do discurso!
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Contribuição e Preconceito

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Proposta 1 da redação da UESB – Possível discussão

Articulista: Samy Santos

É inegável que a construção da identidade brasileira ou como preferem outros, brasilidade, está intimamente ligada a elementos da cultura afro. Paradoxalmente, a essa premissa, o negro continua sendo, ainda hoje, vítima de preconceito, exclusão e alijamento.
Na religião, música, dança, alimentação e linguagem, nota-se a influência negra, apesar de a repressão que sofrem as suas manifestações culturais mais cotidianas. Tal influência passa muitas vezes despercebida, uma vez que, com grande frequência, elementos da cultura afro são vistos/concebidos de forma pejorativa.
Nesse contexto, existem, historicamente, fortes dificuldades para se lidar com a temática do preconceito e da discriminação racial, o que contribui também, para que haja um racismo difuso, latente, o qual mascara formas perversas de preconceito. Compreende-se que racismo e ignorância caminham juntos. Os estereótipos e a ideia pré-concebidas vicejam se está ausente à informação, se falta o diálogo aberto, transparente.
É importante ressaltar que nem sempre o preconceito ocorre de forma voluntária e consciente. Assim, quando um patrão, por exemplo, diz que aceita um negro em sua empresa, mas exige que este corte o cabelo quando o penteado for rastafári, nada mais é do que uma forma velada de preconceito, ainda que tal fato ocorra de forma involuntária.
Percebe-se, então, que a superação do racismo ainda presente na sociedade brasileira é um imperativo. É uma necessidade moral é uma tarefa política de primeira grandeza. E a educação é um dos terrenos decisivos para que todos sejam vitoriosos nesse esforço.
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“Grandes” Ídolos ?

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Articulista: Samy Santos

Alguns jogadores – passe a redundância – jogam paradoxalmente à construção de uma imagem idônea e ilibada, a exemplo dos futebolistas brasileiros Adriano, Vagner Love e Bruno, atletas que parecem ter uma enorme “habilidade” para se envolver em “confusões”, para fazer uso de eufemismo.
Adriano foi o primeiro a demonstrar tal “habilidade”. Inicialmente, comprou uma moto e presenteou a mãe de um traficante. Depois disso, foi flagrado em conversas telefônicas pedindo ao primo que sacasse 60 mil reais, dinheiro este que, segundo a polícia, deveria ser entregue a um traficante. Como se não bastasse, imagens dele (Adriano) segurando armas de grosso calibre foram divulgadas. Após esses episódios, Adriano foi convocado para depor e – PASMEM – como testemunha de uma investigação envolvendo um traficante conhecido como FB.
Vagner Love foi flagrado, por imagens de vídeo, sendo escoltado por traficantes numa entrada de baile funk, na Rocinha. Os criminosos usavam armas potentes. O então jogador rubro-negro se mostrava muito confortável na presença/ companhia dos marginais. Love também foi convocado para depor, mas afirmou que não conhecia os bandidos e que estava naquela favela apenas para rever alguns amigos.
Bruno, por sua vez, conseguiu “superar” os concorrentes do meio futebolístico. Segundo a polícia, o goleiro é o mandante do assassinato de Eliza Samudio, ex-namorada do próprio jogador. Ainda de acordo com as autoridades, Bruno teria dado tal ordem em razão de a jovem ter afirmado, inúmeras vezes, ter um filho do goleiro rubro-negro.
Parece que a ascensão social não trouxe aos jogadores supracitados equilíbrio para conviver com a fama, e menos ainda com os “poderes” que ela oportuniza. Nesse contexto, cabe pelo menos um questionamento, a saber: por qual razão alguns jovens, com vida financeira estável, têm uma enorme atração pelo banditismo?
Para justificar as frequentes idas às favelas e o convívio esporádico com os bandidos, Love e Adriano disseram que não poderiam negar as suas origens.
Ambos se esquecem que é mais do que possível dissociar o ato de ir à favela do de conviver com criminosos. Bruno, por enquanto, se diz inocente.
Numa tentativa de defender Bruno, Love e Adriano, alguns incautos podem argumentar que os três estão sendo usados como bodes expiatórios, uma vez que são ricos e famosos. Outros podem, também de forma equivocada, argumentar que há coisas muito piores do que os atos cometidos pelos jogadores. Se tais argumentos obtiverem créditos, ficará cada vez mais difícil exigir e vislumbrar um país mais justo e igualitário. Parece que esses jogadores apresentam em suas personalidades pelo menos um aspecto em comum – mau “caratismo” – sem eufemismos desta vez.
Ser ídolo do futebol brasileiro não pode servir de atenuante para a prática de atividades criminosas. Todos, sem exceção, devem ser tratados de igual forma. Então, seria excelente começar a tratar jogadores como Adriano, Love e Bruno não mais como semideuses ou pessoas com “problemas”, mas como “cidadãos” que no mínimo tem “débitos” com a justiça. É preciso levar em consideração a seguinte máxima: quem fomenta, é admirador ou participa da criminalidade, igualmente é, em primeiríssima instância, bandido. Além disso, lembrem-se também: “ídolos” podem ser questionados.
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PREMIANDO O MÉRITO – MERITOCRACIA

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Articulista: Samy Santos

Ao ler a palavra “Meritocracia”, muitos gestores públicos vão pensar que se trata de um neologismo. Tal fato ocorre, na maioria das vezes, em razão de muitos políticos trabalharem de forma amadora e desconhecerem as experiências que vêm dando certo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.
Meritocracia vem do latim mereo, que significa merecer, obter. A proposta desse método é premiar os profissionais que apresentem bons resultados (premiar o mérito) a partir de metas pré-determinadas. Essa forma de gestão é oriunda das grandes corporações, que enfatizam que distinguir os talentos individuais se configura como um avanço em relação ao modelo tradicional, em que o aumento de salário está vinculado ao tempo de serviço e a titulação.
No Brasil, os estados de São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais já empregam a Meritocracia, sobretudo no âmbito educacional, cujos educadores que obtêm os melhores resultados, ganham incentivos financeiros. No sistema que prioriza a Meritocracia, o funcionário precisa mostrar resultados antes de obter benefícios.
Assim, são estabelecidas avaliações periódicas para as promoções e a qualificação profissional é monitorada, para garantir que cursos realizados pelos servidores tenham relação com a carreira exercida. Obviamente, não é uma tarefa fácil reverter o atual cenário político brasileiro, visto que os “bons” profissionais são premiados, apenas, por bajular políticos. É o “velho/novo” fisiologismo. Premiar funcionários levando em consideração APENAS tempo de serviço e titulação (quando não por “subserviência”) não vem demonstrando resultados satisfatórios. Não se trata de descartar totalmente o modelo atual, mas de demonstrar que o sistema de Meritocracia incentiva a produtividade dos funcionários.
Péssimos profissionais há em todos os âmbitos, mas no setor público essa realidade é ainda mais preocupante. “Protegidos” pela estabilidade do emprego, tempo de serviço, acúmulo de titulações e alguns por “apadrinhamentos”, PARTE dos funcionários públicos não desempenha suas funções com excelência. Seria a Meritocracia uma saída viável para esse problema (ineficiência)? Certamente!
Percebe-se, então, que é necessário premiar o mérito, e não o fisiologismo e a bajulação. Os gestores públicos precisam, também, ter visão de estadista e vislumbrar o futuro, e não, apenas, as próximas eleições. Vários setores do Brasil vêm apresentando progressos nos últimos anos, e a esfera política não pode, sem dúvida, se furtar a essa realidade. É hora de avançar!
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Pedofilia e a Igreja

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Articulista: Bruna Mascarenhas – 3ª Série do Ensino Médio - FACSA

É notável o histórico de abusos cometidos pela igreja católica. Seja na idade média pela inquisição ou motivação à escravidão, seja na atualidade com as polêmicas envolvendo a vida sexual dos padres. Polêmicas essas não aceitas pela sociedade.
A igreja católica, que antes exercia uma espécie de “monopólio” político-religioso, entrou em decadência a partir da reforma protestante e os avanços científicos, que garantiram ao homem uma visão mais antropocêntrica ao invés de teocêntrica. Essa mudança tornou o homem mais crítico em relação às questões religiosas.
Recentemente, um dos altos clérigos da igreja declarou que a pedofilia cometida pelos padres estava ligada não ao celibato, mas a um “desvio sexual”, que no caso seria a homossexualidade. Essa declaração foi imediatamente condenada pela sociedade, que a considerou uma tentativa de camuflar um problema sério da igreja católica.
Diferentemente da pedofilia, a homossexualidade não é um desrespeito em relação ao outro, é algo consciente e aceito pelos envolvidos. A pedofilia, no entanto, é uma falta grave, pois além do abuso sexual, afeta crianças que desconhecem a sexualidade e ainda se encontra em processo de formação de personalidade.
Os pedófilos e estupradores são submetidos à lei, os clérigos que cometem abusos não estão distantes/diferentes deles. Portanto, devem ser julgados de igual modo, pois se existem as leis de Deus, que classificam perversões como pecado, há constituições/convenções/ humanas que as tratam como crimes. Uma lei não exclui a outra, pelo contrário, se complementam e abrangem a todos.
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Fácil assim?

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Articulista: Samy Santos

“A polícia quando quer, faz”. Por trás dessa máxima se esconde o senso comum, falta de pessoal e estrutura adequada para coibir a criminalidade. A expressão do primeiro período desse texto já está “consagrada” no meio social, visto que parte considerável da população só ver a polícia como uma Instituição corrupta e inoperante.
Esse debate volta à tona em razão dos acontecimentos recentes. O delegado de Camaçari, Cleyton Leão, foi morto numa tentativa de assalto, e em menos de 30 horas todos os bandidos que participaram do crime já haviam sido presos.
O Estado brasileiro não oferece condições adequadas de trabalho aos policiais, uma vez que não há pessoal suficiente, treinamento rigoroso, faltam viaturas, apoio logístico, armamento e todo aparato responsável em oportunizar uma atuação mais competente e eficaz. Assim, é no mínimo incoerente exigir tanto da polícia brasileira.
Não é objetivo desta discussão, no entanto, mascarar e tampouco esconder falhas da polícia que independem da falta de condições de trabalho ofertadas pelo Estado, como abuso de autoridade, corrupção, atividades ilícitas ou violência gratuita, mas o de enfatizar que há sérias razões que impedem e limitam o trabalho da polícia brasileira.
Nesse ínterim, surge o questionamento: por qual razão a polícia consegue dar resposta rápida à criminalidade apenas em alguns casos? Como a falta de estrutura é singular na Instituição, sempre se acaba dando prioridade a alguns casos, tal prioridade é mais notável em crimes cometidos contra policiais, autoridades, pessoas de representatividade social ou ainda em crimes que causam grande comoção popular.
Dessa forma, o foco da discussão deveria ser outro. A questão a ser discutida não é, certamente, a resposta rápida que a polícia tem dado em alguns casos, porém a implementação de medidas que possibilite que tal Instituição aja sempre de forma rápida e eficiente.
A violência alcançou níveis insustentáveis no Brasil, e os crimes cometidos não fazem acepção de pessoa, religião, etnia, gênero ou conta bancária. É preciso, então, que o Estado faça investimentos em áreas sensíveis, como segurança pública, saúde, educação, entretenimento, cultura, cidadania e emprego. As ações elencadas aqui não contribuirão apenas para amenizar a criminalidade, mas para elevar os níveis de desenvolvimento do país. É hora de avançar.
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Político corrupto: uma questão de pleonasmo?

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Articulista: Samy Santos

Antes de promover uma discussão mais precisa sobre o título que dá nome a este artigo, é preciso, sem dúvida, conceituar o vocábulo “pleonasmo”, que geralmente é concebido como a repetição inútil e desnecessária de algum termo ou ideia na frase.
Assim, este artigo visa a analisar se seria pleonasmo usar a expressão “político corrupto”, uma vez que é cada vez mais notório o envolvimento de políticos em escândalos e armações que têm em comum um único aspecto: a usurpação dos cofres públicos. Dessa forma, é preciso fazer alguns questionamentos: o uso da palavra político dispensa o uso do termo corrupto? Tais palavras (político e corrupto) são indissociáveis?
Historicamente, o Brasil tem convivido com uma imensa quantidade de denúncias envolvendo políticos, seja em esfera local, estadual ou nacional. Tais denúncias tiveram acentuado crescimento nos últimos anos, quando a polícia, sobretudo, a Federal, junto como promotores e procuradores têm promovido um verdadeiro pente fino nas entranhas do poder público.
Com uma atuação singular daqueles que fiscalizam o destino dado ao erário, quadrilhas foram desmanteladas e políticos corruptos desmascarados, a exemplo do que ocorreu com os Anões do Orçamento, nas operações Vampiro, Sanguessuga, Isaías, Anaconda, Pandora, dentre outras.
Apesar de toda a corrupção que assola o país, há algo a ser comemorado, uma vez que nunca se investigou tanto os “representantes” do povo como no atual cenário brasileiro. O que ainda merece atenção é a falta de punição, visto que é muito raro ver um corrupto na cadeira, no Brasil.
Nota-se, que em virtude de tantas denúncias, até mesmo de políticos que até então gozavam de reputação ilibada, as palavras “político” e “corrupto” parecem ser uma só, cujo uso da primeira dispensa o uso da segunda. O fato é que, atualmente, a corrupção grassa em todos os setores em que há atuação ou influência política, seja em forma de peculato ou tráfico de influência.
No que se refere aos questionamentos do título e do segundo parágrafo deste artigo, é possível afirmar que seria uma injustiça dizer que a expressão “político corrupto” é uma questão de pleonasmo e que tais palavras são indissociáveis, haja vista que ainda há pessoas idôneas na esfera política, cuja única missa é defender os interesses do povo e da nação.
Por outro lado, se numa análise criteriosa a expressão “político corrupto” não é uma questão de pleonasmo, tal combinação de palavras já está “consagrada” no senso comum como sinônimo de roubalheira, hipocrisia e corrupção. Tal “consagração” consegue “respaldo” na morosidade e falta de punição por parte da justiça brasileira. Já é passada a hora de moralizar o país.
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Pedofilia e Celibato

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Articulista: Aline Souza – Estudante do 3º ano da FACSA

O aumento dos casos de pedofilia cometidos pelos padres está intimamente ligado à doutrina do celibato, pois restringidos das atividades sexuais por parte da igreja, recorrem a tais práticas ilegais.
É notória a crescente participação dos padres relacionados à pedofilia em todo o Brasil. Segundo pesquisas, durante a última década, a onda de pedofilia só fez aumentar, e as vítimas, muitas vezes entram em um quadro de depressão profunda, por conta dos traumas psicológicos causados pela violência sexual.
Nos últimos anos a Igreja Católica vem sendo bombardeada por inúmeras acusações, e com razão, pois a doutrina do celibato revela-se ineficaz, gerando sérias consequências negativas, como, por exemplo, o aumento da pedofilia.
A liberdade sexual deve ser respeitada. Todo ser humano possui necessidades e desejos, não sendo diferente com padres; restringí-los dessa liberdade é abrir uma porta para a continuidade da pedofilia.
A Igreja Católica deve levar em consideração as estatísticas, e analisar a possibilidade de extinguir o celibato, pois só com a liberdade sexual para os padres, a pedofilia irá diminuir de forma significativa.
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Vivendo dos velhos “parâmetros” da inteligência

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Articulista: Yan Santos - Estudante do 2º ano da FACSA

O conhecimento gramatical e a retórica não podem ser usados como parâmetros de inteligência. A ánalise errada, o preconceito linguístico e as imposições do “português padrão” são restrições que impedem alcançar o verdadeiro conhecimento.
A análise do discurso e a argumentação são poderosas ferramentas de aquisição e troca de informações, mas as pessoas vêm desrespeitando os diferentes dialetos presentes no país, e impondo preconceitos linguísticos a pessoas que usam expressões corriqueiras, como: “entra pra dentro”, “hemorragia de sangue”, “probrema”, e assim acabam restringindo algumas informações que poderiam ser disseminadas.
Compreender as “inteligências múltiplas” é essencial para ir quebrando estes parâmetros, visto que saber cantar, tocar, ter conhecimento na área do campo, pintar quadros, não estão agregados ao “português padrão” e são exímias e interessantes formas de conhecimento.
Para se considerar “inteligente”, politizado e informado é necessário ao cidadão compreender e respeitar a identidade cultural e linguística dos outros, para assim se chegar a um verdadeiro saber.
Entende-se que é preciso sair da visão restrita e preconceituosa acerca do conhecimento, para se quebrar barreiras linguísticas e acabar com o velho “parâmetro da inteligência”.
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A propósito da Pedofilia

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Articulista: Samy Santos


Os casos de pedofilia envolvendo padres têm sido a tônica das discussões da atualidade, sempre envolto do discurso de suas relações com o celibato, homossexualismo e a postura da Igreja Católica no que tange à condução e tentativa de resolução da problemática em discussão.
Fazendo uso do senso comum, muitas pessoas vinculam os abusos sexuais cometidos por padres à prática do celibato, acusando esta de ser a maior responsável por tais abusos. Percebe-se, no entanto, que tal concepção não é, até o momento, referendada por métodos empíricos, haja vista que não há pesquisas confiáveis que assegurem tal relação (celibato a abusos sexuais). Assim, tal argumento se mostra um tanto quanto inconsistente, mas não totalmente descartado.
Recentemente, o secretário do Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, declarou: "Muitos psicólogos e psiquiatras já mostraram que não existe vínculo entre o celibato e a pedofilia, mas, me foi dito recentemente, muitos outros já demonstraram que existe uma relação entre homossexualidade e pedofilia." Tal afirmação se configura, entretanto, como um absurdo científico, uma vez que a Organização Mundial da Saúde descreve o homossexualismo como uma variante do comportamento humano. Além disso, a pedofilia que é uma patologia, um crime, e não o homossexualismo.
As declarações do secretário trouxeram ainda mais polêmica sobre a questão. Numa tentativa de justificar tal crença, a Igreja Católica, de forma desesperada, apresentou estatísticas mostrando que dois terços dos casos de abuso de adolescentes por padres envolviam padres homossexuais. Nota-se, por outro lado, que as discussões acerca do fim do celibato nunca ganharam força no meio católico e tampouco este fora elencado como possível causa dos abusos.
A propósito da postura da Igreja Católica frente aos escândalos vinculados à pedofilia, é importante ressaltar que esta não tem a prerrogativa de punir seus membros com o rigor da lei, porém a Instituição tem se mostrado, historicamente, omissa no que se refere à problemática em questão. Nas últimas décadas, a Igreja identificou vários abusos sexuais cometidos por padres, e qual foi a punição para eles? A mais “sensata” de todas, transferir os membros criminosos de paróquia. Só mais recentemente, em virtudes de provas incontestáveis, a igreja tem reconhecido a culpa e pedido desculpa as vítimas.
Hipoteticamente, pode até se relacionar o celibato à enorme quantidade de abusos sexuais cometidos por padres, mas por enquanto é apenas uma hipótese. Vincular a pedofilia ao homossexualismo se mostrou um golpe baixo e oportunista de setores da Igreja. O fato é que a Igreja Católica teve uma postura irresponsável nos últimos anos, deixando nascer e proliferar nos seus seios uma grande quantidade de deliquentes. Agora tem de arcar com as consequências, que são certamente o descrédito e a insatisfação popular. É até pouco se levado em consideração os danos causados. Era para muito mais...
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Dilúvio carioca?

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Articulista: Samy Santos

No momento em que este artigo é escrito, o Rio de Janeiro ainda conta os mortos em consequência das chuvas que atingiram a capital e algumas cidades na semana passada. Segundo o corpo de bombeiro, as vítimas já somam 223 e os desabrigados passam de 11mil. Em Niterói, por exemplo, houve um grande deslizamento de terras, matando dezenas de pessoas.
É claro que as chuvas que caíram no Estado nos últimos dias foram bem acima da média histórica registrada para o mês de abril. Segundo pesquisadores, choveu, em apenas dois dias, o dobro do esperado para todo o mês. As autoridades afirmaram que a quantidade de água foi “atípica” e superior à capacidade de drenagem da cidade. É importante pontuar, no entanto, que não precisa ter uma chuva “atípica” para transformar o Rio de Janeiro em um caos.
Nota-se, assim, que a questão é mais complexa e exige uma postura reflexiva. Inicialmente, é preciso observar que a própria geografia do Rio de Janeiro facilita o acontecimento de tragédias como essa, visto que várias áreas são construídas em morros, região de alto risco, haja vista que, em épocas de chuva, ocorrem muitos deslizamentos de terra, fato este relacionado à falta de análise do solo. Ademais, grande parte das casas dos morros é construída em terrenos invadidos.
Na semana passada, o governador do Rio, Sérgio Cabral, atribuiu a tragédia aos Governos anteriores que permitiram o crescimento das favelas em áreas montanhosas consideradas de risco. A velha estratégia sempre volta à tona: para se isentar de responsabilidades, os políticos sempre culpam os seus antecessores.
Será que, quando assumiu o governo, o governador Sérgio Cabral não sabia das enchentes em vias como Praça da Bandeira, Avenida Brasil, Estrada Grajaú-Jacarepaguá e Barra da Tijuca? Ou será que o governador não tinha conhecimento do morro do Bumba e da região de Angra dos Reis? O governador certamente ficaria sem respostas a esses questionamentos.
A responsabilidade dos acontecimentos devido às chuvas não pode ser passado em branco. Ao querer desqualificar suas responsabilidades, o governador tenta subestimar as percepções da sociedade. O poder público tem, sim, enorme responsabilidade na tragédia ocorrida.
A sociedade como um todo também tem a sua parcela de culpa, já que a educação ambiental deixa muito a desejar. O poder público, por meio da educação, políticas públicas e valorização dos servidores públicos é que pode criar novos hábitos e atitudes com relação à melhoria ambiental.
Percebe-se, então, que é interessante elaborar estratégias a longo prazo, visando, entre outras coisas, transferir definitivamente os moradores de áreas de risco para locais seguros, como também investir em infra-estrutura e medidas para conscientizar a população acerca de práticas irresponsáveis que contribuem para transformar o estado em um caos nos períodos de chuva.
O que aconteceu no Rio de Janeiro não é, certamente, um dilúvio do mundo moderno, mas, sim, uma consequência da irresponsabilidade, falta de planejamento, visão de gestão, e consciência dos políticos e da sociedade como um todo. É hora de refletir.
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Uni-duni-tê

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Articulista: Diego Vidal Andrade - Aluno do 2º ano do Colégio Santo Agostinho

Passar no vestibular está enquadrado em um de nossos maiores sonhos. Mas isso, às vezes, não depende somente da nossa inteligência.
Orgulharmos de nós mesmos e, poder apresentar à família o poder de nossos estudos é uma meta comuns entre nós, adolescentes. Passar em um vestibular, saber que somos aptos a cursar uma faculdade e que um dia teremos um nível superior, passa a ser uma obsessão para a maioria de nós, alunos do ensino médio. Mas, isso não acontece sempre dessa forma.
Nervosismo é um dos fatores que mais nos impedem de por em prática tudo o que sabemos. O impacto da “primeira vez” e a preocupação em não desapontar nossos pais, faz com que nos reprovemos, o que não é justo! Será que, em apenas uma tarde, conseguimos ser avaliados por tudo o que aprendemos? Uma única tarde pode destruir muitos de nossos sonhos.
Em muitos casos, a sorte passa a ser aliada. Em uma simples brincadeira de criança, alguém nos elimine da vaga dos aprovados. Alguns “x” na opção certa aprovam alunos que não leram as questões; deixando de fora aquele que se empenhou ao máximo, e o nervosismo o impediu de ingressar na faculdade. Além de citar que alunos de escolas públicas têm direito a vagas, mesmo tendo uma pontuação menor.
Nossa vida estudantil não pode se resumir em uma ou duas tardes de vestibular. Assim como os outros países, o Brasil deveria nos avaliar pelo nosso currículo escolar, sem direitos a vagas privilegiadas, nervosismos, timidez, ou até mesmo “uni-duni-tê”
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O daime

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Articulista: Samy Santos

Há duas semanas foi morto Glauco Vilas Boas, um dos maiores cartunistas do Brasil. O crime foi cometido por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, rapaz que frequentava uma igreja fundada por Glauco, conhecida como Céu de Maria, e pertencente à seita Santo Daime, cujo nos rituais religiosos é servido um poderoso chá alucinógeno.
Segundo estudiosos, o chá alucinógeno pode ter contribuído para acentuar os sintomas da esquizofrenia, doença até agora suscitada como a provável causa do surto de Cadu, como é conhecido o assassino confesso do cartunista. No entanto, algo merece mais atenção do que o simples uso do chá, mas o fato de esta droga ter sido liberada, há alguns anos, pelo Conselho Federal de Entorpecente – CFE, sob a alegação da “liberdade religiosa”.
Discutir questões pertinentes acerca da Constituição é sempre uma atividade complexa, haja vista que o assunto é sempre passível de várias interpretações. No entanto, chama a atenção o fato de o Conselho permitir o uso de substâncias alucinógenas, cujos efeitos são, com frequência, condenados por especialistas.
O Brasil é um país laico, no entanto (e de forma coerente) é assegurada a liberdade de crenças e credos. Como se nota, a questão é bastante complexa. Apesar disso, um questionamento se faz necessário: sob a alegação da liberdade religiosa, é coerente liberar uma droga com poderosas substâncias alucinógenas?
A resposta ao questionamento não é simples, e exige diálogo e reflexão. O fato é que é preciso promover debates acerca dessa problemática, fazendo com que a população esteja informada não só dos malefícios do chá alucinógeno, mas, também, acerca das questões referentes aos ritos e tradições da seita em discussão. Não é hora, sem dúvida, de discussões vazias e radicalismos.
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As entrelinhas do “democrático” vestibular

Articulista: Yan Santos, aluno do 2º ano do ensino médio da FACSA

O vestibular no Brasil não é o caminho para ter acesso à universidade. O sistema de avaliação dos alunos que aspiram a oportunidade de frequentar uma universidade ainda se mostra antidemocrático, falho e ineficaz para um país que tem o slogan “Educação para Todos”.
Todos os anos, milhares de estudantes encaram três ou mais dias de provas para “testarem” seus conhecimentos nas universidades de todo o país. A intenção de se fazer uma “seletiva”, na busca de escolher os melhores alunos que entrarão no ensino superior, é falha e antidemocrática, se analisar que mais de 70% dos estudantes brasileiros, segundo dados da Revista Veja, estão nas escolas públicas, onde existe uma grande precariedade de investimentos, tanto em infra-estrutura, quanto em salários de profissionais, falta de material adequado para aulas, alguns profissionais escolhidos por indicações político-partidárias, sem observar suas reais habilidades.
Além do problema do ensino público, a escolha dos melhores candidatos não deve levar em consideração apenas habilidades como raciocínio lógico, capacidade de interpretar e resolução de questões, visto que muitos estudantes detêm as chamadas “inteligências múltiplas”, deixadas de lado nos critérios do exame. Utilizar três dias, sob pressão por resultados e provações, é fator preponderante para gerar abalos emocionais, decisivos nas resoluções das questões.
Percebe-se, então, que o vestibular não vem se mostrando eficaz no que se refere ao ingresso dos estudantes no ensino superior. Assim, é importante a promoção de estratégias para que o exame se torne mais inclusivo, justo e democrático, só dessa forma será possível solucionar a lacuna que separa o ensino público do particular.
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Dias contados para a impunidade

Articulista - Afonso Mendes - Aluno do 2º ano do Colégio Santo Agostinho

Quando elegemos os políticos, esperamos que eles proporcionem melhorias para a comunidade. Porém, com o passar dos tempos, assistimos aos meios de comunicação noticiarem vários escândalos os envolvendo.
O escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, é um deles. A nação brasileira esperou de maneira ansiosa que as punições fossem aplicadas de maneira justa e não esquecidas pelo poder judiciário.
A prisão do governador Arruda representou para a população brasileira um marco da justiça combatente. Findou a ideia de que os políticos são julgados de maneira diferente dos demais da sociedade. Tal fato fez surgir esperança naqueles que acreditam nos princípios democráticos.
Tendo em vista transformar o país num lugar mais justo e democrático, é necessário que a prisão de um político corrupto como Arruda não se transforme em um caso isolado, mas numa tendência que visa a moralizar o Brasil.
Lembramos que existem outros “arrudas” espalhados pelo país, e a justiça brasileira precisa ser mais eficiente para coibir estes falsos representantes do povo. Já demos o primeiro passo. É preciso continuar.



Leia mais “Dias contados para a impunidade”

Celebrando a Democracia

Articulista: Samy Santos


No próximo mês a Nova República do Brasil completará 25 anos. Depois de um Regime Militar que “amordaçou” o país, torturando e matando seus opositores, a nação vive uma fase singular da sua história. Nesta semana, a Revista Veja traz um artigo do Governador de São Paulo, José Serra, no qual há uma análise bastante positiva acerca das transformações políticas/econômicas/sociais das últimas duas décadas e meia.
O Brasil avançou muito em todos os âmbitos nas últimas décadas, e tais conquistas estão vinculadas, sem dúvida, ao processo de redemocratização. Assim, é pertinente citar que a alternância de poder passou a fazer parte das conquistas adquiridas, bem como a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, a possibilidade de escolha, a não repressão, dentre outras.
Não se pode negar, também, que as conquistas da Segunda Redemocratização não foram resultados de milagres instantâneos, mas de um esforço constante, haja vista que tão difícil quanto trazer de volta a democracia, foi criar alicerces para que ela pudesse se instalar de maneira sólida. A tarefa foi árdua, e, nesse contexto, erros e acertos foram de grande relevância.
Pode-se afirmar, hoje, que a democracia é um fato consolidado no Brasil. As instituições brasileiras são sólidas e com enorme frequência se pode perceber a atuação ímpar dos princípios democráticos. A própria população brasileira, ainda que às vezes de maneira tímida, dá demonstrações incontestes de conhecimento democrático, cidadania e cultura, tais demonstrações acontecem, principalmente, quando reivindicam seus direitos.
Nota-se, no entanto, que apesar de a democracia brasileira está consolidada, ainda há ranços de um regime ditatorial. Alguns políticos ainda têm dificuldades de compreender os princípios e a forma de atuar de um regime democrático. Dessa forma, com frequência querem sobrepor a sua vontade frente à coerência e ao bem comum.
Apesar de alguns ranços, é preciso, sem sombra de dúvidas, celebrar as conquistas da Nova República, visto que, mais do que frustrações, nos últimos 25 anos o Brasil viveu uma fase fantástica, ilustrada pelas diversas manifestações de proteção dos direitos humanos fundamentais, como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade. São conquistas significativas e, portanto, devem ser valorizadas.
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Mandela: a trajetória de um líder

Articulista: Samy Santos

Há exatos 20 anos era libertado Nelson Mandela, o maior opositor do regime de segregação racial, conhecido com Apartheid. Em agosto de 1962, Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu), e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega).
No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao Apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em vários países. Nas décadas de 70 e 80 recusou uma revisão da pena e também não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar o combate ao regime de segregação racial.
Mandela saiu da cadeia em 11 de fevereiro de 1990. Já em 1993, dividiu com Frederik de Klerk o Prêmio Nobel da paz. Conquista esta muito valorizada por ele. Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.
Mandela tem também sua vida vinculada ao compromisso em lutar contra a AIDS. A campanha intitulada “46664”, sequência escolhida em alusão ao número que o identificava na prisão, já teve o apoio de várias estrelas da música e celebridades, como Bono, do U2, o ator Brad Pitt e o ex-presidente norte-americano Bill Clinton.
Principalmente nos últimos 20 anos, Mandela foi muito mais do que um presidente da África do Sul, foi acima de tudo um símbolo da luta contra o preconceito e a intolerância. O país é hoje uma democracia forte, ainda assolado por desigualdades, pobreza e desemprego, mas Mandela deu, sem dúvida, uma enorme contribuição para mudar a triste história daquele lugar. O legado do ex-presidente sul-africano perpassa valores como solidariedade, tolerância, dignidade e amor ao próximo. Mandela é realmente um grande líder.

PS. Temas vinculados ao preconceito serão, certamente, tema de redação dos vestibulares.
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Está se aproximando...

Articulista: Samy Santos

No segundo semestre deste ano será dada início à campanha política na TV, espaço “privilegiado” para expor ideias/projetos e esclarecer dúvidas dos eleitores, fazendo com que estes escolham o “melhor” candidato. Neste momento, o eleitor poderá ver claramente estratégias dicotômicas, haja vista as táticas adotadas por situação e oposição.
Nos programas de TV, os partidos de situação usam a estratégia de super valorizar as conquistas alcançadas, argumentam acerca dos feitos na saúde, educação, cultura, esporte, segurança pública etc; apresentam estatísticas, fazendo com que o eleitor acredite viver no país das maravilhas. Ademais, fazem, muito comumente, comparações com administrações de opositores.
Noutro ângulo, os partidos de oposição apresentam projetos mirabolantes, prometem trazer o desenvolvimento e tirar o país/estado/cidade do atraso e da inoperância administrativa. Muito comum também é tecer críticas, na maioria das vezes, oportunistas à situação. Após vencer as eleições, os “perfeitos” projetos são engavetados. Afinal, eles já cumpriram o papel de “encantar” parte do eleitorado.
Não se trata de tirar, nessa discussão, a importância da oposição e tampouco da situação, mas de evidenciar o verdadeiro debate ideológico/utópico de grande parte dos políticos e, consequentemente, da campanha política na TV. A existência dos partidos de situação e oposição é de extrema relevância para a democracia, dentre outros motivos, pelo papel de fiscalizar ações como também pela alternância de poder. Oposição e situação precisam, apenas, agir com decência e responsabilidade.
Com uma população cada vez mais alienada e sem acesso à educação de qualidade, fica cada vez mais fácil manipulá-la. Como se nota, não é tão fácil para a maioria das pessoas (por falta de criticidade) escolher seus candidatos tendo como parâmetro único a campanha política na TV. É um campo vasto para a mentira e a hipocrisia.
Uma simples pesquisa no “Google” pode revelar muito da conduta de candidatos a cargos eletivos. Além disso, é possível eleger critérios sólidos para a escolha de representantes, tais critérios perpassam, sobretudo, valores como ética, respeito, idoneidade, tolerância, dignidade e capacidade administrativa. É hora de promover um novo olhar sobre as campanhas na TV, elas precisam deixar de ser vistas com algo chato, maçante, e passarem a ser analisadas como um excelente laboratório para a análise do discurso. Não é a solução, mas já é um começo...

PS. Essa concepção de partidos de oposição e situação não pode ser universal e tampouco generalizada.
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Refletindo

Danilo Gentili - Comediante do CQC

Uns anos atrás os Simpsons vieram pro Brasil. Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.
Esses dias Robin Willians falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína".
Eu ri!
Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quando o sequestro, a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição acontecem na vida real bem debaixo dos nossos narizes. Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.
A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade. Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo a verdade não diverte. Assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambalhotas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro. Merece ser execrado.
O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dá muito trabalho.. É mais fácil ir no shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fabrica de manteiga é Barbie, só porque está com a roupa da Gisele Bundchen.
Então é inevitável que mais hora menos hora alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Se revolta. Faz manha. Ameaça. Processa. Porque, embora ela tentou se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.
Ao invés de dizer que Robin Willians tem dor de corno, prefeito do Rio, vai cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”.
Advogados. Vocês já são alvos de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas evitem ser alvos de mais algumas delas não processando Robin Willians. Em vez de processo, envie pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína.
Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpíadas se não for roubado pelo taxista, o será no calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaína do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão as Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo”? Ah... E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa no que o político em quem ele vota faz”?
Enfim... são muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil e se incomoda com piada, não seja injusto e agradeça ao Robin Willians porque ele só fez aquela.
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Está bom, para começar...

Articulista: Samy Santos

Grande parte da população brasileira assiste ansiosa ao desenrolar da prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de determinar a prisão preventiva do governador, por tentativa de obstrução dos trabalhos da Justiça, fez da última quinta-feira (11), um dia histórico.
Inicialmente, a prisão do governador revela uma mudança profunda de mentalidade no tratamento dos chamados crimes do “colarinho branco”, praticada por quem detém poder econômico, financeiro e político. Esses delitos, via de regra, apesar dos efeitos deletérios que causam, sempre tiveram tratamento um tanto quanto diferenciado no âmbito do Judiciário, sobretudo no que toca à adoção de medidas extremas, como, de fato, é a prisão preventiva
Manter a prisão de Arruda é, sem dúvida, uma forma de preservar o processo e garantir o bom andamento das investigações, já que há fortes indícios de que ele estaria tentando destruir provas. São incontáveis as denúncias contra o governador do Distrito Federal, a maior delas é a de promover um verdadeiro esquema de distribuição de propina, apelidado de o novo “mensalão”.
Não se pode negar que a prisão de um político do quilate de Arruda é de extrema relevância para demonstrar o poder das instituições brasileiras. Percebe-se, no entanto, que tão importante quanto a prisão de políticos corruptos, é a permanência deles na cadeia, para não se criar a crença de injustiça e impunidade.
O país tem avançado em muitas frentes nos últimos anos, e uma delas, infelizmente, diz respeito à corrupção na política. Não há fórmulas mágicas para conter essa “praga” (corrupção), mas punir criminosos por seus delitos é incontestavelmente a principal saída.
Ainda é muito cedo para dizer que acabou a impunidade no país, mas a prisão de Arruda terá um forte efeito pedagógico no Brasil inteiro. Cai um tabu e abre-se um precedente que há muito vinha sendo esperado pelas instituições para alcançar aqueles que se achavam inatingíveis porque têm influência política. A prisão de Arruda é motivo para comemoração, mas ainda é pouco para um país que pretende se transformar numa referência de justiça e igualdade.
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Capitalismo e Globalização


A geografia toma para si a responsabilidade de estudar as mudanças constantes da população à luz do avanço tecnológico. Pois bem, veio a Guerra Fria e houve uma dicotomia dos sistemas de produção. De um lado, surge um sistema voltado para a vida coletiva e o bem comum, do outro, um sistema que perpassa a necessidade de produção para exatamente atender a necessidade de consumo gerada e estimulada exatamente por essa ideologia capitalista.
No bojo do capitalismo (polo vencedor da guerra) surge a globalização, fazendo valer os ditames do bloco no que se refere à produção e a venda de mercadorias. Era preciso nesse momento montar uma estrutura que ligasse os povos em torno de um bem único, o “consumismo”, só assim seria possível manter a estrutura capitalista.
Surge, dessa forma, a idéia de “Aldeia Global”. Ok! Visando a seguir por esse conceito, temos, então, pessoas se comunicando a partir de uma grande rede que começou pela televisão, passando pelo celular, até chegar na “grande rede”, mas a globalização acompanhada por suas tecnologias formou realmente uma aldeia Global? Em razão de ter se formado, fugiu um pouco do conceito de aldeia, visto que nesta os valores são respeitados e o objetivo é exatamente o bem comum, o respeito aos valores dos outros e, sobretudo, ao espaço individual. Talvez a câmera colocada nas ruas, que tem alcance na casa dos particulares, possa configurar um exemplo de quebra dessa aldeia, ou quebra de um pacto moral entre os aldeãos.
Todavia, é certo que o processo tecnológico pode, sim, influenciar positivamente no tocante ao bem comum, um exemplo claro está no ambiente da medicina. O presidente dos EUA, Roosevelt, influenciou, sem dúvida, o estudo da poliomielite, uma vez que, a partir do caso dele, os pesquisadores se empenharam na busca da cura da doença. Hoje ela está praticamente erradicada.
Os coquetéis da AIDS, por exemplo, no período de sua descoberta eram caríssimos, tratados internacionais bloqueavam os laboratórios nacionais de produzir os remédios em função das patentes, enriquecendo laboratórios norte-americanos. O Brasil, no entanto, mantém em relação às patentes uma posição que permite a quebra quando os laboratórios não fornecem o medicamento ou quando os preços forem muito altos para manter a distribuição gratuita. Assim, houve a quebra de várias patentes desses remédios que compõem o coquetel contra a AIDS, viabilizando o tratamento de milhares de infectados.
Diante desses fatos ficam as perguntas:
A quem serve a globalização?
E estamos mesmo numa “ALDEIA GLOBAL"?

Por: Rubenilton S. Silva
Graduado em Geografia pela UESC/FTC
Pós-graduado em Ensino Superior pela Unisa
Estudante do curso de Direito na UESC e Professor do Colégio Santo Agostinho
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Sem prestígio

Articulista: Samy Santos

A revista Veja publicou, na edição dessa semana, o resultado de uma pesquisa realizada com educandos do ensino médio, tal pesquisa pode servir de parâmetro para aferir o prestígio de uma profissão. Apesar de trazer um resultado previsível, o conteúdo da pesquisa e da matéria serve para demonstrar o descrédito pelo qual passa o exercício do magistério.
Segundo dados coletados pela Fundação Carlos Chagas, às vésperas de ingressar na universidade, apenas 2% dos estudantes brasileiros pretendem seguir no magistério. Outro dado relevante da pesquisa é que os candidatos que pretendem seguir no magistério pertencem ao grupo dos 30% com piores notas no boletim.
Os dados evidenciados pela pesquisa sintetizam o grande desafio que o país terá de enfrentar se quiser, de fato, tornar-se um país desenvolvido. Como se nota, o desafio é grande, visto que a parcela de estudantes que optam pelo magistério compreende, segundo a pesquisa e como fora supracitado, os educandos com as piores notas. Percebe-se, no entanto, que é preciso analisar números com cuidado, para não se criar a falsa impressão de que não há excelentes profissionais no magistério.
Por outro lado, não se pode negar que é preciso lançar mão de estratégias para que a carreira do magistério volte a despertar o interesse dos estudantes, sobretudo daqueles considerados excelentes. Se melhorar a qualidade da educação perpassa quantificar e qualificar os profissionais da área, então o que deve ser feito para atrair excelentes profissionais em potencial? O Brasil tem avançado em muitos segmentos nos últimos anos, mas nenhum país se desenvolve de maneira consistente sem qualificar o sistema educacional, e a nação tupiniquim certamente não se furtará a essa realidade.
Assim, é preciso desenvolver estratégias para distinguir os profissionais de melhor desempenho em sala de aula e atraí-los para a carreira no magistério. Apesar da complexidade do problema, a saída para a questão é relativamente simples, haja vista que todo e qualquer profissional espera ser valorizado, o que inclui, entre outras coisas, boa remuneração, ver seu talento reconhecido e sua capacidade intelectual estimulada. Como se observa, a carreira no magistério ainda está longe de oferecer tais possibilidades. Já é hora de dar novos rumos à educação no Brasil.
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A serviço do preconceito


Articulista: Samy Santos

Uma das grandes polêmicas da atualidade é a discussão que versa sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas. Apesar de algumas autoridades assegurarem que não há problemas de preconceito e tampouco perseguição contra os gays, é notável que estes têm no meio militar o seu ambiente mais inóspito.
Em outubro passado, o Fantástico apresentou a história do casal gay Fernando e Lascir, oficiais de carreira do exército que foram acusados de deserção, cujo crime consiste em se ausentar, sem justificativa, por mais de 8 dias de suas atividades.
Segundo Fernando e Lascir, a acusação de crime de deserção ocorreu em razão de eles terem assumido publicamente que são homossexuais. Como não há no código militar um artigo claro sobre a presença de gays nas Forças Armadas, uma vez que este faz referência apenas ao crime de pederastia e atos libidinosos dentro do ambiente militar, eles passaram a ser perseguidos e ridicularizados por colegas e oficiais.
De acordo com os especialistas, a história de Fernando e Lascir ilustra o que ocorre nas Forças Armadas no que tange à presença de homossexuais. Como a instituição não tem como punir os militares por sua orientação sexual fora do ambiente militar, oficiais de alto escalão sempre acham outros expedientes, como transferências, punições administrativas, barba por fazer, etc para castigar os “desertores”.
Sem cerimônia, alguns membros das forças armadas asseguram que os homossexuais não são capazes de liderar, de atuar em grandes missões e também não são respeitados pela corporação. Trocando em miúdos, não podem e tampouco devem estar no serviço militar. O curioso é que militares homossexuais só deixam de ter liderança, de ter competência para atuar em grandes missões e de serem respeitados depois que assumem o homossexualismo publicamente.
Como se nota, os argumentos apresentados para a não presença de homossexuais nas forças armadas são totalmente inconsistentes, tais argumentos decorrem, sem dúvida, de uma postura excludente e preconceituosa. Com tal atitude os militares querem, apenas, afastar os homossexuais da corporação, fazer com que muitos dos seus servidores guardem as suas orientações/predileções sexuais “no armário”, bem como fazer com que “malfeitores” não ”manchem” a imagem das Forças Armadas.
O debate sobre o homossexualismo nas Forças Armadas já começou nos Estados Unidos e Europa, o que certamente ocorrerá com maior ênfase também no Brasil. Temas complexos e polêmicos têm de ser discutidos não só pelas autoridades, mas pela comunidade de maneira geral. Alguns países europeus já sinalizam uma quebra de preconceito, haja visa que permitem abertamente a presença de homossexuais nos órgãos militares.
A sociedade brasileira caminha a passos largos para o “sufocamento” do preconceito, assim a presença de homossexuais declarados nas Forças Armadas será apenas mais um tabu a ser quebrado. Percebe-se que posturas discriminatórias serão, sem dúvida, cada vez menos toleradas. Dessa forma, já é possível vislumbrar, num futuro próximo, uma situação melhor para os homossexuais em todos os contextos sociais.

PS. De olho no vestibular, este assunto pode ser tema de redação.
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Voltando das férias

Por: Samy Santos

Voltamos a escrever após um mês de férias. Nesse período, paramos para descansar, curtir a família e fazer coisas lúdicas, atividades estas que fazem renovar as forças e vislumbrar novos horizontes. A busca pela informação também esteve presente nas férias, e sem dúvida alguma assuntos chamaram a atenção, a exemplo do crescimento do turismo na Bahia.
O publicitário baiano, Nizan Guanaes, que durante dois anos consecutivos foi o responsável pela venda das cotas de publicidade do carnaval de Salvador, recentemente causou polêmica com suas declarações no site de relacionamentos “twitter”. Guanaes afirmou: “Salvador não tem praia pro turista, não tem hotel e a orla é um favelão”.
Para aumentar ainda mais a polêmica, o publicitário disparou a sua metralhadora para o cantor Bell, da banda Chiclete com Banana. “Esta indústria do Axé, personificada em Bell do Chiclete, só destrói a Bahia. Ele não é um artista, é um crooner careca. Tudo nele é mentira”. Nizan ainda emendou: “Bell é o não artista. Você já reparou que a mídia não cobre ele. Quando ele lança um CD não tem nem crítica. Um sujeito que lança um vinho tinto.”,
Quanto à primeira crítica do publicitário baiano, é preciso refletir. Apesar de o aumento significativo do turismo na Bahia, o estado não é o “éden” que muitos querem acreditar. A Bahia possui praias sujas, poluídas, cidades violentas, hotéis sem infraestrutura, desmatamento, prostituição, miséria, dentre outros problemas. É claro que há, sem dúvida, aspectos positivos, mas estes não podem ser utilizados para sobrepujar problemas e referendar o atraso. Assim, concordamos, em parte, com as críticas de Nizan.
A propósito das críticas feitas a Bel, Guanaes foi, no mínimo, mal educado. Não se pode tecer comentários tão depreciativos a um cidadão baiano que construiu uma carreira sólida ao longo de quase 30 anos. Discutir cultura é algo complicado, em razão disso é incoerente afirmar que uma cultura é superior a outra. Nizan pode não querer ser “chicleteiro”, mas é preciso respeitar as diversas manifestações culturais e a apreciação da maioria do povo baiano pelo Axé.
Mesmo sendo infeliz ao se referir a Bel, é preciso analisar com cuidado as considerações de Nizan sobre Salvador e, num debate mais amplo, sobre a Bahia. É preciso desmiticar a crença de Bahia enquanto paraíso tropical, “terra da felicidade”, “da alegria”, da prosperidade”. Já é hora de deixar o discurso ufanista em segundo plano. O estado precisa de se desenvolver em várias frentes, e não apenas no turismo.
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Reflexões sobre o Crack


Por: Samy Santos

O crack, droga de uso recreativo, sendo composto por pasta básica de cocaína misturada com bicarbonato de sódio, vem chegado de forma silenciosa até mesmo nas pequenas cidades brasileiras. Silenciosa em razão de grande parte da população não ter noção de seu crescimento, efeitos e de seu vínculo direto com uma enorme quantidade de crimes.
Um dos maiores empecilhos ao combate a qualquer problema é a falta de conhecimento, e os prejuízos decorrentes do uso do crack não se furtam a essa realidade, haja vista que, de maneira geral, as pessoas não conhecem, de forma precisa, a composição, efeitos e mecanismos que facilitam o vício imediato por parte dos usuários, dentre outras coisas.
Como não há nas pequenas cidades pesquisas sérias sobre o uso do crack e seu vertiginoso crescimento, sobretudo entre os jovens, cria-se a falsa crença de que uma droga tão poderosa como essa só existe nas grandes cidades. Percebe-se, então, que estratégias de conscientização, tratamento e prevenção acerca dos malefícios do crack precisam estar, sem dúvida, vinculadas a um mapeamento do consumo, logística e principal público-alvo dessa droga.
Outra questão grave é que as pessoas costumam ver as drogas, como o crack, de forma isolada, visto que, na maioria das vezes, não as atrelam ao aumento dos assassinatos, da prostituição, dos estupros ou pequenos furtos, por exemplo. Devido à enorme dependência oriunda do uso do crack, muitos usuários praticam atos ilícitos para sustentar o vício.
O Brasil ainda precisa amadurecer muito no que tange aos graves problemas que assolam a sociedade, pois a política brasileira não é, ainda, a da prevenção. Este ano o país sinaliza uma iniciativa inédita e singular, uma vez que promove a Campanha Nacional de Alerta e Prevenção do Uso de Crack. Nesse contexto, é preciso parabenizar os sites Notícias de Ipiaú, Ipiaú Hoje e Ibirataia Notícias por abraçarem o projeto.
É preciso salientar, no entanto, que há muitas outras drogas potentes como o crack. Assim, a adoção de campanhas como estas precisam ser mais amplas e possuir um plano prático de intervenção. Ademais, é necessário que esta campanha de alerta e prevenção do uso do crack não sirva apenas para fins alegóricos e eleitoreiros, visto que muitas realizadas até agora caíram rapidamente no esquecimento e por consequência (e também lógica) se mostraram ineficazes.
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Retrospectiva 2009

Por: Samy Santos

Analisado por qualquer ponto de vista, não se pode negar que corrupção e violência dominaram o cenário brasileiro neste ano. É possível até citar outros temas relevantes, mas nada capaz de tirar a dianteira desses assuntos.
De janeiro a dezembro as discussões versaram sobre violência. Nesse contexto, helicóptero foi derrubado por traficantes, inocentes assaltados e mortos por bandidos, sequestros, favelas dominadas pelo tráfico de drogas, toque de recolher Brasil afora, policiais comandando milícias, e a população, além de vítima da bandidagem, continuou refém dos criminosos.
Quanto à corrupção, é difícil lembrar todos os casos ocorridos em 2009. Seria preciso uma linha do tempo para auxiliar nesta árdua tarefa. Os fatos mais marcantes deste ano foram a infinita lista de irregularidades cometidas por Sarney e o “magnífico” esquema de Arruda para arrecadar dinheiro advindo de propina.
É claro que os casos de corrupção citados foram apenas os que tiveram maior repercussão na mídia, mas estão longe de serem fatos isolados. O mesmo se aplica para a violência, haja vista a enorme quantidade de crimes ocorridos no Brasil neste ano, crimes esses de diversidade assombrosa e que não fizeram acepção de pessoa.
Este texto poderia, sim, citar outros fatos relevantes vinculados a outros temas, uma vez que outros assuntos tiveram repercussão positiva no Brasil, em 2009. Assim, pode ser mencionado o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o fato de o país ter saído rapidamente da crise mundial, aumento na oferta de emprego mesmo com cenário desfavorável, estabilidade econômica, dentre outros temas.
São muitos os desafios do Brasil para 2009, e temas como violência, saúde, desenvolvimento socioeconômico, educação, construção da cultura da paz, corrupção, oferta de emprego, infraestrutura, dentre outros assuntos, deverão estar, sem dúvida, na agenda da sociedade brasileira do próximo ano. O planejamento deve começar logo, para que a retrospectiva de 2010 não apresente, como as anteriores, números e dados, na maioria das vezes, tristes acerca da realidade do país.
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Vestibular UNEB



O Vestibular da UNEB se aproxima, e dentre os temas que poderão compor a prova, a forma como homem enfrenta os problemas poderá ser, sem dúvida, tema de redação. Esta discussão é passível de diversos olhares.  Escolhemos um para esta discussão, e escrevemos um texto de apoio para auxiliar os candidatos. Abraços...
 
Samy Santos

Não se pode negar que o comportamento do homem é, muitas vezes, contraditório e complexo. Este fato pode ser melhor analisado quando se observa a conduta deste no que tange ao meio ambiente, às leis que protegem a mulher e também quanto à imensa lacuna que separa as pessoas por crenças, valores, costumes e ideologias.
Apesar de criar leis que visam a proteger o meio ambiente, campanhas para a diminuição de gases causadores do efeito estufa, o homem vive a contradição de poluir o planeta com ações irresponsáveis. Assim, fica evidente a postura algumas vezes incoerente do ser humano, haja vista que teoricamente pretende uma coisa, mas acaba fazendo outra.
A violência e o preconceito contra a mulher são, sem dúvida, problemas bastantes recorrentes na sociedade. O homem faz uso de mecanismos para ampará-las, no entanto esta ainda é vítima de discriminação, maltrato e falta de oportunidades, sobretudo no mercado de trabalho.
O respeito às diferenças é, atualmente, um dos maiores slogans sociais. O homem tem enfatizado a importância de se conviver com a diversidade. Por outro lado, pessoas são discriminadas e excluídas por uma sociedade alicerçada em falsos valores.
Como se nota, todas as situação descritas se configuram como problemas sociais. Nota-se que, apesar de os avanços, geralmente o homem ainda tem enorme dificuldade de se comportar frente aos problemas, uma vez que, frequentemente, apresenta um comportamento paradoxal. Percebe-se, então, que enfrentar dificuldades exige criticidade e reflexão permanente.
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Há limites?


Por: Samy Santos

A estupidez de alguns fatos ocorridos no Brasil vem levantando questionamentos acerca do comportamento deplorável de algumas pessoas da sociedade. Muitos questionam se há limites para o crime, a insensatez, a intolerância e, consequentemente, para a banalização de valores. Os recentes crimes ocorridos no Brasil deixam estarrecidos até as pessoas acostumadas no trabalho de coibir a violência.
A população brasileira assiste assombrada ao caso do menino de 02 anos que está com quase 50 agulhas no corpo. As agulhas foram introduzidas na criança pelo seu padrasto, tudo isso com a ajuda de duas “colaboradoras”. Ainda de acordo com o padrasto, o procedimento foi realizado em ritual de “magia negra”, termo rechaçado hoje devido ao viés preconceituoso.
Há pouco mais de um ano os brasileiros também ficaram estarrecidos com a morte da menina Isabella Nardoni. Ela foi jogada do 6º andar de um prédio situado num bairro nobre da grande São Paulo. Apenas o crime já é capaz de chocar a sociedade, mas neste caso, particularmente, há uma agravante, visto que o crime foi cometido pelo pai da menina e também pela madrasta.
Em 2007, o assassinato do menino João Hélio também comoveu o país. A criança foi arrastada por mais de 7 km por algumas avenidas do Rio de Janeiro. No assalto, a criança ficou presa ao cinto de segurança, e os marginais, mesmo alertados pela mãe de João Hélio e por populares, não tiveram piedade do menino.
Este ano uma criança de 9 anos foi estuprada pelo seu padrasto. Para agravar ainda mais a situação, a criança engravidou de gêmeos. Paralelamente, a este fato, o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, após tomar conhecimento que a menina faria um aborto, disse que perdoava o estuprador e excomungava os médicos e a mãe da criança pelo ato, mesmo sabendo que a gravidez punha em risco a vida da criança. Parece ficção, mas é mais um péssimo exemplo de intolerância.
São tantos os exemplos de violência no Brasil, que é impossível relatá-los num texto. Muitos leitores ao fazerem esta leitura fazem, certamente, uma reflexão e vão se lembrar de algum crime brutal que apenas entrou para a triste estática do crime no país.
É notório que os crimes relatados nessa discussão são muitos graves, como também outros que ocorrem no país, no entanto é pertinente observar que há pelo menos um fato a ser comemorado (se é que se pode usar esse termo): a população brasileira ainda é capaz de se sensibilizar com a dor do outro. Como se nota, nem tudo está perdido. Aliado à punição rigorosa de crimes e investimentos em educação, a indignação da sociedade com atos absurdos pode ser um importante instrumento para coibir a violência e a estupidez.
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Inexplicável


Por: Samy Santos

Não se pode negar que a ganância e a falta de fé em Deus marcam a atual sociedade brasileira. Há alguns anos, os golpes dados por falsários eram orquestrados de forma minuciosa, hoje, no entanto, é muito fácil enganar a população com promessas de dinheiro fácil e uma vida confortável e sem maiores problemas.
Quem esperava que o velho e “bom” golpe da pirâmide estava superado com o caso da empresa “Boi Gordo”, amplamente divulgado pela imprensa, teve uma “grata” surpresa ao saber sobre o golpe dado em Maragogipe-BA, em que mais de 13.000 pessoas foram lesadas. A pirâmide financeira é um golpe que precisa de muitos participantes para fazer a festa de poucos malandros.
A ganância por dinheiro faz com que muitas pessoas caiam nos golpes mais tolos que existem. A matemática é simples: se uma aplicação promete 500% ou algo similar de rendimento ao mês, alguém vai ter de pagar a conta. Verifica-se, porém, que os olhos de parte da população, em razão da ganância, estão fechados para a lógica.
A novidade do momento, em Ubatã, é um consultório espiritual que promete resolver todos os problemas de seus clientes, cobrando a bagatela de R$ 50,00. São atendidas, em média, 50 pessoas nesse consultório a cada dia, quase todas oriundas das classes populares da sociedade. O número de atendimento diário é de dar inveja aos maiores consultórios médicos da região.
Nota-se, assim, que a sedução pelo dinheiro fácil e a busca por métodos alternativos de tratamento médico são resultado da ganância e do imediatismo social. Tais fatos contribuem para a formação de uma sociedade que não tem como valores a ética, moral e criticidade.
Percebe-se, então, que a ambição e a falta de fé em Deus têm aumentado de forma significativa a quantidade de golpes aplicados. Com a inserção cada vez maior dos meios de comunicação, é de se estranhar o fato de a população continuar caindo nos golpes cada vez mais bobos orquestrados por alguns “espertos”. É, sem dúvida, inexplicável. É necessário que as ações humanas estejam alicerçadas na coerência, serenidade e, sobretudo, nos ensinamentos da Bíblia.
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